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Justiça toma nova decisão sobre pena de Robinho

16 set 2026 - 11h46
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Resumo
A Justiça reduziu em mais 72 dias a pena de Robinho, condenado a nove anos por estupro coletivo na Itália e preso no Brasil desde 2024. A decisão considerou a remição por horas de estudo, leitura e trabalho no Centro de Ressocialização de Limeira, embora cursos a distância tenham sido barrados. Somando-se a outro abatimento de 160 dias concedido em janeiro, o ex-jogador precisará cumprir ao menos 40% da sentença em regime fechado, o que prevê sua permanência na prisão até 2027.

O ex-atacante Robinho, que acumulou passagens por clubes como Santos, Atlético-MG, Real Madrid e Seleção Brasileira, teve sua pena de nove anos por estupro reduzida mais uma vez. A Justiça autorizou o corte de 72 dias da condenação do ex-jogador.

Robinho
Robinho
Foto: Robinho ( Flickr Santos) / Gávea News

De acordo com apuração do portal 'G1', a nova decisão foi oficializada neste mês de setembro. A redução do tempo de prisão é um resultado direto das atividades do ex-atleta, que tem se dedicado ao trabalho, à leitura e aos estudos.

O cálculo da remição de pena aprovada pelo juiz ficou bem definido em três frentes. O ex-jogador conseguiu abater 49 dias por concluir horas de estudo, 12 dias pela leitura de três obras literárias e mais 11 dias pelos serviços prestados no presídio.

A carga horária de estudos do ex-atleta incluiu aulas regulares do EJA e qualificação pelo Senai. Contudo, a Justiça barrou a tentativa da defesa de utilizar certificados de cursos profissionalizantes à distância, justificando que a prática não cumpre as regras da Lei de Execução Penal.

A estratégia dos advogados segue um padrão que já trouxe resultados neste ano. Em janeiro, o ex-jogador do Milan já havia conseguido diminuir a reclusão em 160 dias por realizar atividades semelhantes, dentro de um processo que corre em sigilo judicial.

A rotina atual de Robinho acontece no Centro de Ressocialização de Limeira, no interior do estado de São Paulo. Ele foi transferido para a unidade em novembro de 2025, um espaço voltado estritamente para detentos primários e sem vínculos com facções criminosas.

O caso criminal teve origem na Itália, onde ocorreu o estupro coletivo no ano de 2013, mas a execução da sentença foi transferida definitivamente para o Brasil em 2024. A legislação nacional exige o cumprimento mínimo de 40% do tempo em regime fechado, o que deve manter o ex-atacante preso até 2027.

Gávea News
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