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Júlio César revive passado, explica falha na Copa e se diz cicatrizado

22 jun 2011 - 14h39
(atualizado às 19h51)
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Fábio de Mello Castanho
Tarian Chaud
Direto dos Los Cardales (Argentina)

As lembranças da Copa do Mundo e 2010 assombraram por muito tempo Júlio César, mas segundo o goleiro da Seleção Brasileira, elas estão cicatrizadas. Na primeira entrevista concedida na preparação para a Copa América, o jogador reviveu o passado com humor e deu uma longa explicação sobre a falha que culminou com o primeiro gol da Holanda na eliminação brasileira do Mundial da África do Sul.

Primeiro, o goleiro disse que brincou com o diretor de comunicações da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rodrigo Paiva, quando foi chamado para conceder entrevista. Os trabalhos para aquela Copa foram abertos também com uma conferência com os três goleiros chamados por Dunga.

"Até brinquei com o Rodrigo quando ele disse que os goleiros iam iniciar as entrevista igual à Copa do Mundo. Eu disse 'Rodrigo, não dá para trocar não?'. Foi só uma brincadeira, nada de superstição. O Rodrigo disse que eu estava ne maltratando muito, mas eu respondi que já passou, está cicatrizado", disse.

Júlio César esteve afastado do início de trabalho de Mano Menezes, mas voltou a ser convocado neste ano. Titular, vê a Copa América como uma forma de provar que inicia uma nova fase na Seleção Brasileira.

"É novo grupo, tudo novo, e mais uma oportunidade de estar vivendo ambiente de Seleção Brasileira. Ganhando a Copa América tudo se renova. Acho que vai ser muito importante não só para mim, mas para quem está sendo convocado. Está todo mundo sendo observado, independente se jogou a Copa ou não, se tem mais ou menos convocação", completou.

Falha revista

O goleiro também comentou o lance do primeiro gol da Holanda na vitória por 2 a 1 diante do Brasil, Júlio César e Felipe Melo bateram cabeça em um cruzamento de Sneijder e a bola morreu nas redes. O goleiro viu falha de comunicação, mas evitou achar culpados e deu uma longa explicação.

"Aquele foi um lance que realmente tenho cicatrizado, mas não deixo de pensar de vez em quando nisso. É fato. O que aconteceu ali naquele lance foi que dois jogadores foram na bola, e o Felipe Melo não me ouviu porque realmente naquele momento era difícil. Tinha vuvuzelas, uma série de coisas. Não sei porque ele não me ouviu... Posso ter gritado baixo. Errei a bola, dividi com ele no alto, meu corpo desequilibrou no ar, a bola bateu na cabeça e entrou. Acontece", disse.

Para o goleiro, o lance acabou psicologicamente com a equipe, que na sequência levou o segundo gol e foi eliminada. "A equipe sentiu aquele gol. A gente estava tão bem naquele jogo, em bola que ninguém esperava e saiu o gol. É o meu pensamento. Foi uma bola morta que dois jogadores foram. Não gosto de apontar um culpado, mas claro que vão falar que falhou, porque quando se perde tem que encontrar culpado. Mas psicologicamente aquele gol abalou", completou.

Apoio a Dunga

Júlio César ainda disse que aquele grupo merecia a final. "O que mais entristece é que, naquela Copa, o Dunga conseguiu montar Seleção em que todas as cabeças pensassem da mesma maneira. Não tinha titular ou reserva. Isso é importante, e o que fizemos durante 3 anos e meio, ganhando Copa América, Copa das Confederações, deixou o torcedor confiante. Na minha opinião fizemos um 1º tempo maravilhoso, mas um gol mudou toda a história. Aquele grupo merecia jogar com a bola dourada, viver o ambiente da final. Se ia ganhar ou não, não sei porque a Espanha era muito boa. Mas acho que grupo poderia ter vivido as emoções de uma final".

Recuperação

O goleiro finalizou a questão dizendo que vive uma nova fase. "Acho que a cada convocação você aprende muito, e a cada competição oficial mais ainda. Na copa do mundo passei pelo momento mais difícil da carreira, mas acho que nesse momento jogador tem que ter muito equilíbrio emocional, muita confiança em si próprio e saber que não vai ser uma falha ou outra que vai apagar todo histórico. Eu busquei força nisso. A cada momento que você falha, você tem que tirar coisa de positivo para continuar caminhada", disse.

"Foi isso que eu me segurei e me motivei. Passou. Vamos olhar para frente. Eu estava com muita vontade de voltar para a Seleção para continuar meu ciclo, jogar todas as competições oficiais. Minha maior motivação é essa: a cada competição mostrar que tenho condições e a Copa do Mundo de 2014, sem dúvida tem essa motivação. Quando um jogador que atinge patamar legal, quando ele erra e aí é que tem que mostrar a força. Foi nisso que me segurei. Quero mostrar força e mostrar que tenho condições de estar aqui", finalizou.

Júlio César afirmou que disputa entre os três goleiros da Seleção pela vaga de titular na Copa América será saudável
Júlio César afirmou que disputa entre os três goleiros da Seleção pela vaga de titular na Copa América será saudável
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Fonte: Terra
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