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Técnico russo não quer mais atletas negros por medo do ebola

2 nov 2014
13h25
atualizado às 13h30
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Sede da próxima edição da Copa do Mundo, a Rússia se vê, mais uma vez, envolvida em um lamentável caso de racismo no futebol. Desta vez, a polêmica ocorreu com Igor Gamula, técnico do modesto Rostov, antepenúltimo colocado do campeonato nacional.

Foto: Twitter Ofical do Rostov / Reprodução

Em contato com jornalistas neste fim de semana, o treinador disparou uma preconceituosa declaração quando foi questionado se o seu time estaria interessado na contratação do zagueiro camaronês Benoit Angbwa.

“Já temos bastantes atletas de pele escura no elenco. São seis”, disse Gamula, para depois acrescentar: “eu já estou até preocupado com o ebola”. Momentos depois, ele buscou deixar claro que o que havia acabado de dizer era em tom de brincadeira.

Na imprensa de todo o planeta, porém, isso não foi aceito: Gamula foi duramente criticado. Ele, aliás, já tem um vasto histórico de polêmicas em sua carreira. O técnico chegou, inclusive, a ser denunciado pela Federação Russa de Futebol por ter criticado a arbitragem em uma ocasião.

O Rostov é o antepenúltimo colocado do Campeonato Russo e tem em Moussa Doumbia um dos principais jogadores de seu elenco. O meio-campista, aliás, é natural de Mali, um dos países africanos que já registraram casos da doença.

Fonte: Terra
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