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Gritos racistas interrompem duelo entre Cagliari e Juventus

2 abr 2019
18h06
atualizado às 18h06
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O duelo entre Cagliari e Juventus caminhava para o seu final quando o atacante Moise Kean marcou o segundo gol da Velha Senhora, aos 39 minutos do segundo tempo, e assegurou a vitória da líder do Campeonato Italiano, mais uma rumo ao título nacional. As manchetes, porém, ficaram em torno de gritos racistas entoados ao jovem da equipe alvinegra, com imitações de macaco que chegaram a forçar a paralisação do jogo.

Kean celebrou o jogo em frente a uma torcida que ficava atrás do gol do Cagliari, abrindo os braços como se estivesse se apresentando. Os gritos que imitavam um macaco, com sons guturais (uh, uh, uh), ecoaram pelo estádio e fizeram os jogadores de Cagliari e Juventus afastarem o jovem da torcida. Uma garrafa chegou a ser jogada em direção ao atacante.

Antes de o jogo ser reiniciado, Matuidi reclamou com o juiz Piero Giacomelli, que reiniciou o duelo a princípio. Assim que a bola chegou para o meio-campista da Juve, porém, os gritos aumentaram de volume. Com um lateral a favor, Matuidi protestou com seu técnico, Massimo Allegri, e foi em direção ao árbitro.

Giacomelli, então, paralisou o duelo por três minutos enquanto Matuidi reclamava e, ao mesmo tempo, recebia afagos de companheiros. Alguns jogadores do Cagliari pediram que os gritos cessassem, o que motivou o reinicio da partida. Ainda assim, Matuidi e Kean foram vaiados a cada toque na bola até o apito final.

É provável que a Federação Italiana de Futebol (FIGC) investigue as atitudes racistas da torcida e puna o Cagliari, de acordo com informes da transmissão oficial da partida. Situada no sul da Itália, Cagliari é um local de entrada de diversos imigrantes africanos nas últimas décadas.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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