Fifa teria pago impostos pessoais de Infantino, revela jornal francês
Documentos obtidos pelo 'Le Monde' apontam que a entidade desembolsou R$ 20 milhões para cobrir custos do dirigente entre 2024 e 2026
Segundo o jornal Le Monde, a Fifa pagou cerca de US$ 4 milhões em impostos pessoais de seu presidente, Gianni Infantino, nos EUA, verba destinada apenas a funcionários e não a dirigentes eleitos. A manobra teve apoio de Bruno Chiomento, chefe do comitê de conformidade e amigo de Infantino, que também recebe regalias na entidade. A denúncia surge às vésperas da eleição de 18 de março, na qual Infantino busca um novo mandato e figura, até o momento, como o único candidato à presidência.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, enfrenta uma nova denúncia envolvendo o uso de recursos da entidade. Segundo uma reportagem publicada pelo jornal francês 'Le Monde', a organização teria pago aproximadamente 4 milhões de dólares (cerca de R$ 20 milhões) em impostos pessoais do dirigente nos EUA, referentes aos anos fiscais de 2024, 2025 e 2026.
Documentos obtidos pelo jornal comprovam que a Fifa assumiu esses pagamentos por meio de um mecanismo de compensação tributária. A medida, entretanto, deveria beneficiar apenas funcionários da entidade que se mudaram para os Estados Unidos para trabalhar na organização da Copa do Mundo 2026, e não dirigentes eleitos, como Infantino.
Ainda segundo o 'Le Monde', Bruno Chiomento, presidente do Comitê Independente de Governança, Auditoria e Conformidade da Fifa, desempenhou um papel importante para viabilizar os pagamentos. O advogado, inclusive, mantém uma amizade de longa data com Infantino e também recebe benefícios considerados incomuns dentro da estrutura da organização.
Entre as vantagens mencionadas pela reportagem estão o recebimento de salário em francos suíços, diferentemente de outros dirigentes remunerados em dólares. Além de uma credencial VIP durante a Copa do Mundo, que lhe permitiu acompanhar partidas presencialmente sem restrições.
A denúncia, aliás, surge em um momento importante para o futuro da entidade. Infantino pretende disputar um novo mandato na eleição marcada para 18 de março, em Vancouver, no Canadá. Até o momento, ele aparece como o único candidato declarado à presidência da Fifa.
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