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Entre gols, lesões e muitas polêmicas, Neymar completa 100 jogos pela seleção brasileira

Contra Senegal, na quinta-feira, em Cingapura, atacante do PSG atinge marca de relevância no Brasil

7 out 2019
16h26
atualizado em 10/10/2019 às 01h17
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Entre a euforia por dribles, gols e títulos, mas também desalento com lesões em momentos importantes da carreira e o envolvimento em polêmicas fora de campo, Neymar está prestes a completar 100 jogos pela seleção brasileira - não foram consideradas as partidas por seleções de base e olímpica. O craque alcançará a marca nesta quinta-feira, no amistoso diante de Senegal, às 9 horas (horário de Brasília), em Cingapura. Ele ficou fora da última conquista do time, a Copa América, e agora tenta recuperar o carinho e a confiança do torcedor.

O dia 10 de agosto de 2010 marcou a estreia do então atacante do Santos pela seleção principal. Na ocasião, o time era treinado por Mano Menezes, hoje técnico do Palmeiras. Com Neymar, o Brasil venceu aquele amistoso contra os Estados Unidos por 2 a 0. Foi também naquela partida que o hoje camisa 10 do Paris Saint-Germain fez seu primeiro gol pelo time nacional.

A trajetória de Neymar em seus 99 jogos pela seleção tem de tudo: perseguição em campo pelos adversários, lindos lances, fracassos, críticas, apoio dos jogadores, gols importantes, lesões sérias e uma taça levantada. Em pouco tempo, ele se tornou o quarto jogador com mais gols pela seleção. Balançou as redes 61 vezes, ostenta uma média de 0,62 e está, segundo a contagem da Fifa, a um gol de igualar Ronaldo, segundo maior artilheiro do time brasileiro. Pelé é o goleador máximo, com 77.

Seu melhor rendimento pelo Brasil foi alcançado em 2014, quando fez 15 gols em 14 jogos. No entanto, se foi bom individualmente, a temporada daquele ano terminou de forma melancólica para o astro, ao passo que se despediu da Copa do Mundo ainda nas quartas de finais, depois de levar uma joelhada nas costas de Zúñiga, no duelo com a Colômbia, em Fortaleza. Sem poder jogar, ele viu do camarote do Mineirão o Brasil ser humilhado pela Alemanha no fatídico 7 a 1.

Na atual temporada, Neymar pouco atuou pelo time de Tite. Entrou em campo apenas três vezes. A explicação pelos parcos minutos jogados pelo Brasil em 2019 foi a lesão no ligamento do tornozelo direito sofrida nos primeiros minutos do amistoso diante do Catar que o impediu de defender o País na Copa América. Após o torneio, que terminou com título brasileiro, o camisa 10 foi destaque com um gol no empate em 2 a 2 com a Colômbia e, no jogo seguinte, teve atuação discreta no revés por 1 a 0 para os peruanos.

ACUSAÇÃO DE ESTUPRO

No início de junho, antes de sua lesão, enquanto se preparava para a Copa América, Neymar virou manchete por um motivo que não tem relação com o seu talento em campo. Ele foi acusado de estupro pela modelo Najila Trindade e teve de prestar depoimento à polícia civil. O caso se arrastou por várias semanas até a Justiça de São Paulo arquivar o inquérito no dia 8 de agosto por falta de provas. Se houver novas diligências, a investigação pode ser reaberta. Há outro inquérito ainda aberto, na Delegacia de Repressão aos Crimes Virtuais no Rio de Janeiro, que apura uma publicação de Neymar no Instagram que continha fotos íntimas da modelo.

Com seu nome envolvido em assuntos extracampo, Neymar, considerando os últimos jogos pelo PSG, voltou a se concentrar apenas em sua carreira. Em suas entrevistas, aparenta estar mais maduro, tanto que chegou a admitir que gostaria de ter deixado o time francês para voltar ao Barcelona. Seu desejo não foi atendido, mas, por enquanto, isso não o tem afetado dentro das quatro linhas, já que reassumiu seu protagonismo na equipe parisiense, com quatro gols nos últimos cinco confrontos. Os indícios são de um futuro menos turbulento. Bom para Tite e para a seleção brasileira.

Estadão
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