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Ministro do Esporte da Itália diz que 'atletas infectados não são bom presságio'

Clubes foram liberados pelo governo para retornar às atividades em seus centros de treinamentos após flexibilização da quarentena

9 mai 2020
16h05
atualizado às 16h05
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O ministro do Esporte da Itália, Vincenzo Spadafora, pediu prudência em relação à retomada do futebol no país em meio à pandemia do novo coronavírus, especialmente depois que foram noticiados nos últimos dias casos de atletas diagnosticados com a covid-19.

"As notícias de jogadores infectados nos últimos dias não são um bom presságio - afirmou Spadafora em entrevista à emissora SeilaTV Bergamo. "Até sabermos ao certo a evolução desta crise não podemos dar uma resposta definitiva sobre o regresso", emendou.

Os clubes foram liberados pelo governo para retornar às atividades em seus centros de treinamentos. A medida faz parte da flexibilização gradual do isolamento social no país. Após os atletas terem sido submetidos a testes, vieram à tona casos de jogadores infectados pelo vírus em times como Torino, Fiorentina e Sampdoria.

"A palavra-chave, inclusive após a recente reunião com o comitê científico para discutir o protocolo é 'prudência'. Obviamente, o que aconteceu nas últimas 24 horas certamente não ajuda", reforçou Spadafora.

Suspenso desde 9 de março em razão da pandemia de covid-19, o Campeonato Italiano ainda não tem data definida para ser reiniciado. A expectativa é de que os treinos coletivos retornem neste mês e a bola volte a rolar em junho. Restam 12 rodadas para o torneio ser concluído.

"Na próxima semana, antes de 18 de maio, poderemos analisar a curva e as estatísticas após a flexibilização das medidas de bloqueio. O comitê científico em breve emitirá seu veredicto sobre o protocolo médico da FIGC", salientou o ministro. "Qualquer um que esteja brincando de que podemos voltar ao normal claramente não entendeu a gravidade da situação global", completou.

A Uefa estipulou o dia 25 de maio como data final para as federações de futebol de cada país decidirem o futuro de suas competições.

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Estadão
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