Entenda como funciona o rebaixamento na Argentina
O sistema de rebaixamento no Campeonato Argentino se mantém intacto há anos. Para os brasileiros, pode parecer complicado. Mas no país vizinho, o torcedor já se acostumou a fazer contas ao final de cada campeonato para saber como está a situação de seu time.
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Na Argentina, um time não cai apenas por um campeonato ruim. Afinal, o cálculo dos piores se dá pela média das três últimas temporadas - contando Torneio Apertura e Clausura de todas. Times recém-promovidos, que não disputaram as últimas três, têm a média cortada para a temporada atual, ou as duas passadas.
Por isso, as chances de times como Boca Juniors e River Plate caírem são mínimas, já que são "precisos" pelo menos três campeonatos ruins para se pensar em rebaixamento. Equipes promovidas acabam sentindo o peso, já que apenas a atual temporada é contabilizada.
Os dois piores entre os 20 times, na média, ao final de cada temporada (Apertura e Clausura juntos) caem para a segunda divisão. 17º e 18º na tabela de rebaixamento disputam um playoff contra terceiro e quarto colocados da segunda divisão.
Isso produz situações estranhas. O Gimnasia La Plata, sétimo colocado no Clausura e oitavo no Apertura, teve de disputar o playoff de rebaixamento graças aos desempenhos ruins em 2006/07 e 2007/08. Só se livrou da queda depois de uma vitória épica contra o Atletico Rafaela.