Presidente do Boca deixa cargo na AFA e dispara críticas
Na mesma noite em que a Conmebol negou o recurso do Boca Juniors e manteve o River Plate nas quartas de final da Copa Libertadores da América, o presidente xeneize, Daniel Angelici, renunciou ao cargo de vice-mandatário da Associação do Futebol Argentino (AFA). Após a reunião do Comitê Executivo da entidade, o cartola confirmou a já esperada saída e disparou contra o órgão.
"Não quero ser parte de algo que não funciona", alfinetou Angelici, que continuará representando o clube da Bombonera nas reuniões do comitê. Armando Pérez, presidente do Belgrano de Córdoba, surpreendente vice-líder da elite argentina, criticou a postura do xeneize: "Não vejo nada bom quando alguém renuncia a algo, principalmente quando não consegue conquistar as coisas que pretendia".
Eliminada do torneio internacional, a equipe presidida por Angelici terá que terá que disputar quatro partidas válidas pela Conmebol com portões fechados, além de arcar com uma pesada multa: 200 mil dólares (cerca de R$ 606 mil). A punição não é válida para o Campeonato Argentino, no qual os comandados de Rodolfo Arruabarrena continuarão podendo usar a pressão de seus torcedores diante dos adversários que visitarem a Bombonera.
O Boca Juniors se despede da Libertadores com apenas uma derrota, justamente contra o rival milionário, no mata-mata. Os xeneizes lideram a elite argentina, com 28 pontos, duas unidades à frente do Belgrano. O próximo compromisso da formação de Arruabarrena ocorre no dia 24 de maio, domingo, às 18h15 (de Brasília), diante do Aldosivi, em casa.
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