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Parreira tenta explicar por que técnicos brasileiros não emplacam na Europa

5 set 2019
08h08
atualizado em 6/9/2019 às 08h52
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Diferentemente dos argentinos, os brasileiros não conseguem assumir equipes que disputam as principais ligas da Europa, a exceção de Silvinho, recém-contratado para dirigir o Lyon, da França, nesta temporada. Ex-treinador da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira não soube explica por que isso acontece.

"Essa pergunta é feita em muitas oportunidades e ninguém sabe o que responder. Eu confesso para você que também não sei responder. Não é capacidade, não é qualidade, é questão mercadológica, talvez uma cultura", disse.

"Eu perguntei ao Leonardo, que vive mais na Europa do que no Brasil. Ele me falou que talvez seja o idioma, a formação que não tínhamos até então. Os treinadores europeus são formados, eles fazem curso depois de terminarem a carreira de grandes jogadores. Sem isso eles não estão habilitados a trabalhar.  Tivemos poucas oportunidades e as que tiveram não foram bem aproveitadas", completou.

Parreira, inclusive, revelou que conversava com os jogadores que atuavam no Velho Continente para saber como funcionavam os treinos. Alguns, porém, viam com maus olhos as atividades realizadas na Europa.

"Quando eu fui técnico da Seleção, durante oito anos em duas oportunidades, a gente retornava e eu gostava de perguntar aos jogadores como é o trabalho lá. Tinha gente que não falava bem não. É que são elencos milionários, a gente só focaliza nas grandes equipes. Você não vê futebol inglês, alemão, italiano do meio para baixo. Vai ver para perceber como é difícil de acompanhar. A gente só vê o Arsenal, o Manchester United, o Manchester City, o Liverpool, essas grandes equipes que são seleções", finalizou.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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