Infantino encontra presidente da Conmebol e reforça apoio sul-americano em meio à crise na Fifa
Alejandro Domínguez é aliado do presidente da entidade mundial; ambos estiveram na Colômbia
Gianni Infantino se encontrou com Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, nesta sexta-feira, em Cali, na Colômbia. O encontro reforça o apoio sul-americano ao mandatário da Fifa em meio à crise na instituição após o plano comercial proposto e já retirado pelo próprio Infantino.
Em vídeo publicado por Domínguez nas redes sociais, ele apareceu junto a Infantino e ao prefeito de Barranquilla, Alejandro Char Chaljub. Eles estavam em Cali para a posse presidencial do ultradireitista Abelardo de la Espriella.
"Um encontro para conversar, trocar ideias e continuar fortalecendo os laços que nos unem por meio do futebol", escreveu Domínguez.
Antes, Infantino havia sido recebido na Colômbia pelo presidente da federação local, Ramón Jesurún. O presidente da Fifa cumpriu agenda junto a Jerusún em um campeonato de crianças.
Ele aproveitou para fazer uma fala em que pregou união pelo futebol, em meio à crise na Fifa. "Uma felicidade estar aqui hoje. O futebol é alegria, felicidade, unidade", disse o ítalo-suíço.
Além da manifestação da Conmebol, Argentina e Paraguai fizeram suas próprias manifestações em favor de Infantino. O argentino Chiqui Tapia é aliado do ítalo-suíço. Já a associação paraguaia é berço de Alejandro Domínguez.
Ainda que a Concacaf repudie Infantino e articule o canadense Victor Montagliani como candidato para a eleição de março de 2027, a Federação Mexicana de Futebol destoou. Os mexicanos manifestaram apoio a Infantino.
Entenda como o plano da FFE naufragou
A Fifa apresentou o plano da FFE, que buscaria investimentos privados para a entidade. A ideia foi rejeitada imediatamente pela Uefa, que ganhou apoio da Concacaf e da AFC. O entendimento foi de que a iniciativa se tratava de "vender a Copa do Mundo", já que investidores teriam até 20% de participações na FFE. Conmebol, CAF e OFC adotaram postura neutra.
Outro ponto que causou desprezo à FFE é a influência dos Estados Unidos na proposta. Segundo o Financial Times, isso foi motivo de receio para investidores. O presidente americano negou ter conversado com Infantino sobre o tema.
A repercussão negativa levou à desistência do plano. Após o fracasso de sua controversa proposta, Infantino teve sua imagem desgastada e perdeu apoio para a eleição de 2027. A ideia de pautar a destituição do presidente chegou a ser ventilada.
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