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Hugo, Lincoln, Vitinho, quais os fantasmas de Ceni no Fla?

Técnico atribui a erros individuais parcela importante de seu início ruim no clube; mas não é só isso

20 nov 2020
10h31
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Está viva na memória dos flamenguistas a falha do goleiro Hugo, no primeiro jogo com o São Paulo pelas quartas de final da Copa do Brasil, o gol debaixo do travessão perdido por Lincoln na partida contra o Atlético-GO, pelo Brasileiro, e a cobrança de pênalti sem sentido de Vitinho no confronto derradeiro com o São Paulo, que eliminou o Rubro-Negro da Copa. O técnico Rogério Ceni convive com esses fantasmas nesse seu início de trabalho no clube.

A cobrança por resultados não muda em razão de erros individuais. Ela pode até se intensificar se o time, no caso o Flamengo, demorar a vencer. Claro que Rogério Ceni sabe disso. Há muitos “fantasmas” que o atormentam desde que aceitou trocar o Fortaleza pelo clube carioca há duas semanas – o principal deles é a pressa por vitórias e conquistas.

Torcida do Flamengo quer resultados rápidos e cobra isso de Rogério Ceni
Torcida do Flamengo quer resultados rápidos e cobra isso de Rogério Ceni
Foto: Reprodução

O Flamengo de 2019 reforçou bastante o modo pelo qual o seu torcedor vê o futebol. A exigência por novos títulos e grandes apresentações é uma realidade entre os rubro-negros – legado do técnico português Jorge Jesus. Por ter ido na contramão desse preceito, Domènec Torrent durou pouco mais de três meses no cargo.

Rogério Ceni, se quiser se firmar no Flamengo, não pode ficar refém das mancadas de alguns de seus jogadores. Tem que tratar logo de reagir. Problemas ele soma aos montes. Além de vários desfalques por causa de contusões, o time joga nesse sábado pelo Brasileiro, contra o Coritiba, no Rio, e, já na terça-feira, enfrenta o Racing, na Argentina, no primeiro compromisso pelas oitavas de final da Libertadores.

Um empate com os “hermanos” será aceitável. Perder na Argentina pode despertar outros fantasmas na Gávea, onde a torcida, impaciente, já se manifesta com mais visibilidade com pichações nos muros da sede. O alvo antes era Domènec e agora são os jogadores. Amanhã, pode ser Rogério Ceni. Evidentemente, ele pode reverter isso. Não custa repetir, tudo depende de resultados.

Fonte: Silvio Alves Barsetti
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