Hegemonia brasileira fica 'ameaçada' na Libertadores; entenda
Entre 2019 e 2024, o futebol brasileiro protagonizou uma sequência de edições com supremacia nas fases decisivas da Copa Libertadores. Em três dessas temporadas, chegou a contar com cinco representantes entre os oito melhores da competição, o que consolidou o país como protagonista do torneio.
Em 2020, ainda que o equilíbrio com os argentinos tenha sido notável, a presença nacional permaneceu relevante.
Contudo, a atual edição de 2025 marca o fim desse ciclo. Pela primeira vez desde 2018, os clubes do Brasil não são maioria nas quartas de final, cenário que resgata uma configuração que parecia superada no futebol sul-americano.
Eliminações e classificação dos sobreviventes
Botafogo e Fortaleza, que avançaram à fase de oitavas, não resistiram aos confrontos eliminatórios. O time carioca caiu diante da LDU, enquanto os cearenses foram superados pelo Vélez Sarsfield. Com isso, apenas Flamengo, Palmeiras e São Paulo seguem na disputa do título continental.
Os confrontos das quartas, definidos para as semanas de 17 e 24 de setembro (horário ainda não anunciado), são: Palmeiras x River Plate, São Paulo x LDU, Racing x Vélez Sarsfield e Estudiantes x Flamengo.
As semifinais ocorrerão nas semanas de 22 e 29 de outubro, e a final será disputada em jogo único no dia 29 de novembro, em Lima, no Peru.
Histórico semelhante em 2018
A última vez em que o Brasil entrou nas quartas sem maioria foi em 2018. Naquela edição, Palmeiras, Grêmio e Cruzeiro enfrentaram quatro clubes argentinos e um chileno.
A campanha terminou com a eliminação de Palmeiras e Grêmio nas semifinais para River Plate e Boca Juniors, que protagonizaram a final em Madrid, vencida pelos Millonarios. Foi, até então, o último título não conquistado por um time brasileiro.
Predominância argentina em 2025
Enquanto isso, os argentinos voltaram a ocupar espaço considerável na fase decisiva. River Plate, Estudiantes, Racing e Vélez compõem metade dos classificados, recuperando o prestígio perdido nos últimos anos.
Além deles, a LDU representa o futebol equatoriano como único clube fora dos dois países tradicionais ainda vivo na competição.
Mudança no cenário sul-americano
A reversão no quadro revela uma transformação no equilíbrio competitivo do continente. Após seis anos de superioridade brasileira, a edição atual da Libertadores aponta para um torneio mais plural.
A ausência da maioria brasileira nas quartas de final não apenas encerra uma sequência vitoriosa, mas também reacende a disputa histórica com os argentinos por protagonismo nas fases decisivas do principal torneio de clubes da América do Sul.
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