Goleiro do Haiti define futuro na seleção após eliminação na fase de grupos
A derrota por 4 a 2 para o Marrocos, na quarta-feira, pelo encerramento do Grupo C, marcou a despedida de uma das principais figuras da história recente do futebol haitiano: o goleiro Johny Placide. Aos 38 anos, o capitão da seleção decidiu se aposentar da equipe nacional após a disputa da Copa do Mundo. O […]
A derrota por 4 a 2 para o Marrocos, na quarta-feira, pelo encerramento do Grupo C, marcou a despedida de uma das principais figuras da história recente do futebol haitiano: o goleiro Johny Placide. Aos 38 anos, o capitão da seleção decidiu se aposentar da equipe nacional após a disputa da Copa do Mundo.
O Haiti encerrou sua participação no torneio sem somar pontos na fase de grupos.
Símbolo da equipe por mais de uma década, Placide disputou 84 partidas pela seleção, sendo capitão em grande parte delas. Na véspera do confronto com o Marrocos, o goleiro reuniu os companheiros no gramado durante o treino e anunciou sua despedida. O momento foi marcado por abraços e aplausos do elenco.
No último jogo com a camisa haitiana, Placide ainda teve atuação de destaque. O goleiro fez 12 defesas diante da pressão marroquina, em um duelo no qual o adversário finalizou 21 vezes e marcou quatro gols.
Ao longo da carreira internacional, ele sofreu 107 gols e manteve o gol sem ser vazado em 25 partidas.
Natural da França, nascido em 1988 e filho de haitianos, Placide foi formado no futebol francês e construiu sua carreira principalmente em clubes das divisões inferiores do país. Sua trajetória com a seleção haitiana começou ainda cedo, no Pré-Olímpico de 2008, quando chamou atenção ao defender um pênalti na derrota por 5 a 1 para o México.
O desempenho abriu portas inclusive para seleções de base da França. Em 2009, ele chegou a ser convocado para o time sub-21 francês, mas acabou optando por defender o Haiti em definitivo, tornando-se uma das maiores referências da equipe caribenha.
Em entrevista ao site da Fifa, em 2025, o goleiro destacou o papel de liderança dentro do grupo e a responsabilidade de representar o país em meio às dificuldades sociais.
"Tenho o papel de todos os veteranos: trazer serenidade ao grupo, ajudar os mais jovens a entender o que significa vestir a camisa haitiana. Nossa responsabilidade vai além do futebol", afirmou.
"Quando decidi jogar pela seleção, meu objetivo era levar alegria às pessoas que enfrentam dificuldades diariamente no Haiti. O futebol tem esse poder extraordinário", completou.
Aos 38 anos, Placide encerra sua trajetória como capitão de uma geração que recolocou o Haiti em uma Copa do Mundo após 52 anos de ausência. Na competição, a equipe perdeu os três jogos da fase de grupos, para Escócia (1 a 0), Brasil (3 a 0) e Marrocos (4 a 2).
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