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Futebol

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Gana e Panamá maltratam a bola, mas Yirenkyi marca no fim e dá vitória à seleção africana

Equipe panamenha se complica no grupo L, que tem Inglaterra e Croácia como outros integrantes

17 jun 2026 - 22h31
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Coadjuvantes no Grupo L, com as fortes Inglaterra e Croácia amplamente favoritas às duas vagas diretas, Gana e Panamá caminhavam para um decepcionante empate sem gols no lotado BMO Field, em Toronto, nesta quarta-feira, quando um contragolpe acabou em gol decisivo de Yirenkyi. A vitória buscada aos 50 minutos acaba com sequência sem triunfos dos africanos e dá esperanças de classificação aos mata-matas.

O herói de Gana pisou na área para completar arrancada do reserva Thomas-Asante, que saiu da reserva para conseguir derrubar o forte paredão defensivo do Panamá, até então intacto.

A vitória salvou um duelo até então regado de frustração pelo futebol ruim e pobre. Esperava-se muito de Semenyo. O atacante contratado pelo Manchester City no meio da temporada inglesa brilhou no clube, com muitos gols e assistências, sob a direção de Pep Guardiola. Mas desapontou na largada da Copa do Mundo, contudo, assim como o apagado capitão Jordan Ayew.

Do lado panamenho, valia o espírito coletivo e a estratégia de se defender. Os comandados de Thomas Christiansen se portavam obedientes taticamente e até tiveram chances (raras) de celebrar um inédito triunfo. Somavam um ponto pela primeira vez em Copas até o fim, quando acabaram castigados.

Como fica o Grupo L?

Com a grande vitória por 4 a 2 em um dos jogos mais esperados da primeira fase, a Inglaterra assumiu a liderança isolada, deixando a Croácia, zerada, na lanterna. Já Gana aparece em segundo e sonhando com uma vaga, enquanto o Panamá, também zerado, deve ser o saco de pancadas da chave.

Próxima rodada

A segunda jornada do Grupo L está agendada para terça-feira (dia 23). Em embates de protagonistas diante de coadjuvantes. A Inglaterra enfrenta Gana (17 horas de Brasília), em Boston. Como mandante, Panamá desafia a Croácia (20 horas) novamente em Toronto.

Poucas emoções e nada de gols

Terceiro treinador mais velho da Copa do Mundo, com 73 anos, o português Carlos Queiroz chegou para sua quinta edição seguida após passagens por Portugal (2010) e Irã (2014, 2018 e 2022) prometendo um futebol vistoso e ofensivo de Gana, investindo bastante em Semenyo na armação, Sulemana, Ayew e Nuamah, seus atacantes.

Havia um porém. A seleção africana estava sob desconfiança após cinco derrotas e um empate nos amistosos preparativos. O desafio de superar a parede com três defensores panamenhos começou com um susto e defesa impressionante de Ati-Zigi no desvio de Waterman. Em tese disposta apenas a marcar, a seleção da América Central tinha a bola e, com velocidade, rondava a área oponente para apagar a impressão de presa facial - não pontuou em sua única Copa, em 2018, sofrendo 11 gols.

Nada a ver com isso, a torcida mostrava-se entusiasmada em um alegre "olê, olê olá, Gana, Gana." Sem Thomas Partey, impedido de entrar no Canadá por caso de investigação de estupro e agressão sexual, a seleção africana carecia de uma voz de comando em campo e sofria para acertar as jogadas. Ao menos, por um bom tempo da fase, não sofria mais atrás.

Diferentemente de outras gerações, que surpreenderam grandes oponentes - chegou até nas quartas em 2010, caindo apenas nas penalidades diante do Uruguai -, porém, os Black Stars (Estrelas Negras) de Gana pareciam perdidos no BMO Field e frustraram as arquibancadas, indo ao descanso sem um grande lance e alguns sustos.

Etapa final elétrica e gol nos acréscimos

Carlos Queiroz foi obrigado a modificar o goleiro no intervalo e aproveitou para uma troca tática adiantando o sumido Semenyo. Conseguiu finalizar, enfim, com Yirenkyi. A torcida menos inflamada nas arquibancadas refletia o futebol carente em campo, com tropeços na bola e dribles errados - até o reinício da partida foi equivocado.

Gana voltou melhor, mas rapidamente viu o Panamá reassumir o domínio do jogo. Com a falta de pontaria prevalecendo em um duelo cheio de correria e pouco talento. A bola sobrou para Martínez anotar o gol panamenho e o meio-campista conseguiu errar o alvo. Acabou substituído a seguir.

Do outro lado, Ayew demorou a dar o carrinho na melhor oportunidade ganesa até então e viu o zagueiro cortar na hora certa. A polêmica da partida veio após Córdoba tropeçar no pé de Opoku, que caiu na área. A possível penalidade acabou ignorada por árbitro e pelo VAR.

Uma linda pedalada de Murillo na linha de fundo poderia gerar lance perigoso. Mas foi completada com um cruzamento nas arquibancadas e levou os panamenhos à loucura. O apoio virou xingamentos e alguns apupos foram ouvidos. No fim, a prometida festa de Gana, enfim, aconteceu com gol de Yirenkyi

GANA 1 X 0 PANAMÁ

  • GANA - Ati-Zigi (Asare); Senaya, Adjetey, Opoku e Mensah; Owusu (Sibo), Yirenkyi e Semenyo; Nuamah (Fatawu), Sulemana (Thomas-Asante) e Jordan Ayew (Adu). Técnico: Carlos Queiroz.
  • PANAMÁ - Mosquera; Jiovany Ramos, Andrade e Córdoba; Blackman (Godoy), Harvey, Martínez (Londono), José Luis Rodríguez (Díaz) e Murillo; Barcenas e Waterman (Fajardo). Técnico: Thomas Christiansen.
  • GOL - Yirenkyi, aos 50 minutos do segundo tempo.
  • CARTÕES AMARELOS - Yirenkyi (Gana) e Harvey e Blackman (Panamá).
  • ÁRBITRO - Gleen Nyberg (SUE).
  • PÚBLICO - 42.942 presentes.
  • LOCAL - BMO Field, em Toronto, no Canadá.
Estadão
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