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Seleção do Irã retorna ao país após desistência de pedidos de asilo

A maior parte da seleção feminina de futebol do Irã cruzou a fronteira da Turquia de volta ao país, após pedidos de asilo na Austrália durante a Copa da Ásia.

18 mar 2026 - 13h24
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Seleção Feminina do Irã
Seleção Feminina do Irã
Foto: Albert Perez/Getty Images / Esporte News Mundo

A maior parte da seleção feminina de futebol do Irã retornou ao país nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, após uma jornada marcada por incertezas diplomáticas e pedidos de asilo na Austrália. O retorno da delegação ocorre em meio a um cenário de extrema instabilidade geopolítica, intensificado por conflitos envolvendo o Irã, os Estados Unidos e Israel.

Durante a participação do Irã na Copa da Ásia, a equipe enfrentou eventos fora das quatro linhas que abalaram a confiança das jogadoras. Ataques lançados por EUA e Israel resultaram na morte do Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei, e algumas atletas se recusaram a cantar o hino nacional em protesto. A atitude foi veementemente criticada pela televisão estatal iraniana, que as classificou como "traidoras em tempos de guerra". Em razão do receio de perseguição, seis jogadoras e uma integrante da comissão técnica chegaram a receber vistos humanitários para permanecerem na Austrália.

Nos últimos dias, porém, ocorreu uma reviravolta. Cinco das atletas que haviam solicitado asilo decidiram voltar, e a última desistência foi confirmada em 16 de março. A delegação partiu de Sydney rumo a Kuala Lumpur, seguiu para Istambul e atravessou o posto fronteiriço de Gurbulak, na Turquia, rumo ao Irã nesta quarta-feira. A Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) afirmou que o retorno visa reunir as jogadoras com suas famílias e com a "pátria".

Nem todas optaram pelo retorno. Duas atletas permaneceram na Austrália, onde já foram vistas treinando com clubes da A-League, beneficiadas pelo visto humanitário concedido pelo governo australiano.

A situação é cercada de apreensão internacional. Embora a Federação utilize um tom de "reconciliação familiar", a classificação de "traidoras" dada pela mídia estatal durante um período de guerra e a morte do Líder Supremo criam um ambiente de alto risco para as jogadoras que retornam. Um gesto das atletas acenando e sorrindo para as câmeras ao cruzar a fronteira contrasta com a gravidade do cenário político que as espera do outro lado, tornando o episódio um momento de tensão e atenção global.

Esporte News Mundo
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