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‘Foi infeliz’: Hugo Souza critica fala machista de jogador do Bragantino e apoia árbitra

Gustavo Marques, do Bragantino, comentou que uma mulher não deveria apitar um jogo ‘grande’ após seu time ser eliminado no Paulistão

23 fev 2026 - 13h53
(atualizado às 14h10)
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Hugo Souza deu entrevista na noite de domingo, 22, após comemorar classificação do Corinthians no Paulistão
Hugo Souza deu entrevista na noite de domingo, 22, após comemorar classificação do Corinthians no Paulistão
Foto: EDUARDO CARMIM/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

O goleiro Hugo Souza, do Corinthians, se solidarizou com a árbitra Daiane Muniz após a fala de Gustavo Marques, zagueiro do Red Bull Bragantino, de que "mulheres não deveriam apitar jogos grandes". Hugo disse que o jogador foi infeliz com a declaração machista.

Em entrevista à CazéTV após garantir a classificação do Corinthians para a semifinal do Paulistão em partida contra a Portuguesa, ele disse que "isso não tem que acontecer". "A gente é chato, reclama, sabe que os juízes erram e acertam, mas não é pelo fato de ser homem ou mulher que a gente vai diferenciar as coisas. A gente vai cobrar quando tiver que cobrar, mas que seja da mesma forma. Meus sentimentos à árbitra”, disse o corintiano, em entrevista à CazéTV.

A fala machista aconteceu no sábado, dia 21, após o Bragantino ser eliminado nas quartas de final do Paulistão, perdendo de 2 a 1 para o São Paulo. A árbitra da rodada era Daiane Muniz. Assim que ela apitou o fim da corrida, os jogadores do Bragantino correram em sua direção para reclamar de um possível pênalti não marcado em Juninho Capixaba. 

"Não adianta a gente jogar contra São Paulo, Palmeiras, Corinthians e colocarem uma mulher para arbitrar um jogo deste tamanho. Acho que ela não foi honesta pelo o que fez. Acho que ela puxou para eles [São Paulo]. Independente da situação, o Red Bull é grande, mas para ela, o São Paulo foi maior", disse Marques, em entrevista na saída do gramado.

Após fala machista, zagueiro Gustavo Marques pode ser suspenso por até 10 jogos; entenda:

Repercussão, desculpas e possível punição

Após a fala repercutir negativamente, o jogador pediu desculpas à árbitra e afirmou que foi repreendido por familiares. “Errei de ter falado e estou aqui para pedir perdão. Até a minha mulher e minha mãe me xingaram pela fala. Todo mundo me ligou e falou que eu não deveria falar. Estou sendo homem, sendo ser humano, ao pedir perdão”, disse à TNT Sports.

“Quero vir a público pedir perdão a todas as mulheres pela minha fala. Sou um ser humano, e todo ser humano erra. Eu estava de cabeça quente, nervoso, e falei coisas que não deveria. Fui até a Daiane, pedi perdão. Ela estava com uma assistente e também pedi perdão a ela”, afirmou, em referência a Patrícia Carla de Oliveira, que fazia parte da equipe de arbitragem da noite como analista de campo.

O Bragantino também se posicionou e disse que “vai estudar nos próximos dias a punição que será aplicada ao atleta”. Em uma nota publicada nas redes sociais, o time pediu desculpas a todas as mulheres e  principalmente, à árbitra Daiane Muniz, e afirmou que não compactua e repudia a fala do atleta. 

Segundo o clube, ainda no estádio, naquela noite, o jogador e o diretor esportivo do clube, Diego Cerri, foram até o vestiário da arbitragem para pedir desculpas pessoalmente em nome da instituição. “Sabemos que o peso de uma eliminação é frustrante, mas nada justifica o que foi dito. Seja no futebol ou em qualquer meio da sociedade”, finalizou. 

Fonte: Portal Terra
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