Fifa reage a pressão contra Gianni Infantino e defende mandato do presidente
Órgão emite comunicado neste sábado, dia 8, em tom de 'se querem trocar o mandatário, façam isso pela eleição e pelas regras da entidade'
As polêmicas envolvendo Gianni Infantino estão longe do fim. Neste sábado, dia 8, a Fifa se pronunciou oficialmente a respeito dos recentes posicionamentos da Confederação Africana de Futebol (CAF) e da Conmebol. Segundo a entidade que organiza o futebol mundial, estão ocorrendo ataques injustos ao presidente suíço-italiano e que 'se querem trocar o presidente, façam isso pela eleição e pelas regras da Fifa'.
"A Fifa não apoiará, facilitará ou tolerará qualquer processo relacionado à eleição do presidente da Fifa que seja inconsistente com os estatutos da Fifa, procedimentos democráticos e o quadro de governança estabelecido. O presidente da Fifa foi eleito democraticamente pelas Associações Membro e continua a servir com o seu mandato", publicou a entidade em sua conta no X (antigo Twitter).
No parágrafo seguinte, o comunicado voltou diretamente para a Uefa, sem citar o órgão europeu. "É cada vez mais evidente que há um esforço concertado e contínuo de alguns para minar a Fifa e o seu presidente", diz o texto.
"Aqueles que não contam com o apoio das Associações Membro não devem procurar alcançar por meio de alegações, insinuações ou desinformação o que não podem conseguir através dos processos democráticos estabelecidos da Fifa", continuou o comunicado.
"Se vocês não conseguem maioria entre as federações para derrotar o Infantino numa eleição, não tentem derrubá-lo através de denúncias, rumores e matérias jornalísticas", diz a frase mais impactante do comunicado.
Além, é claro, de se defender e atacar àqueles que se posicionam junto com a Uefa, o texto da Fifa ainda se direciona em tom de defender Infantino e suas décadas de serviços prestados ao futebol mundial. A Fifa está construindo um argumento de legitimidade para que, eventualmente, o presidente seja deposto:
- Infantino foi eleito
- As federações nacionais são os eleitores
- Ele possui mandato
- Quem quiser tirá-lo deve convencer essas federações a tal
- Não pode tentar fazê-lo por pressão externa, imprensa, acusações ou manobras institucionais. Isso seria ilegítimo.
Por fim e não menos importante, a Fifa também prometeu reagir às 'falsas alegações'. "A Fifa acolhe com satisfação o escrutínio legítimo. Mas o escrutínio não é uma licença para distorcer fatos, amplificar alegações não fundamentadas ou fabricar distrações destinadas a minar o progresso. Onde a reportagem for imprecisa ou enganosa, a Fifa a contestará diretamente e com vigor", completou.
FIFA statement, attributable to FIFA spokesperson:
Echoing the recent statements of CONMEBOL and CAF, as well as discussions with FIFA Member Associations and Confederations from around the world, FIFA will not support, facilitate or tolerate any process concerning the election…
— FIFA Media (@fifamedia) August 8, 2026
Confira, abaixo, o comunicado completo emitido pela Fifa neste sábado (em tradução livre):
Comunicado da FIFA, atribuível ao porta-voz da FIFA:
Ecoando as recentes declarações da CONMEBOL e da CAF, bem como discussões com Associações Membro e Confederações da FIFA de todo o mundo, a FIFA não apoiará, facilitará ou tolerará qualquer processo relacionado à eleição do Presidente da FIFA que seja inconsistente com os Estatutos da FIFA, procedimentos democráticos e o quadro de governança estabelecido. O Presidente da FIFA foi eleito democraticamente pelas Associações Membro da FIFA e continua a servir com o seu mandato.
É cada vez mais evidente que há um esforço concertado e contínuo de alguns para minar a FIFA e o seu Presidente. Aqueles que não contam com o apoio das Associações Membro da FIFA não devem procurar alcançar por meio de alegações, insinuações ou desinformação o que não podem conseguir através dos processos democráticos estabelecidos da FIFA.
Reportagens recentes incluíram afirmações não fundamentadas e alegações manifestamente falsas sobre a FIFA e o seu Presidente. Especulações e insinuações não devem ser apresentadas como fatos, e a repetição não torna uma alegação verdadeira.
O Presidente da FIFA dedicou mais de 30 anos da sua vida profissional ao futebol europeu e mundial, contribuindo para mudanças significativas no jogo e, em particular, para ampliar o acesso, os recursos e as oportunidades em todo o futebol mundial. A mudança inevitavelmente desafia interesses estabelecidos, mas o desacordo com essa mudança não pode justificar esforços para minar o mandato democrático do Presidente da FIFA ou a instituição que ele foi eleito para liderar.
A FIFA acolhe com satisfação o escrutínio legítimo. Mas o escrutínio não é uma licença para distorcer fatos, amplificar alegações não fundamentadas ou fabricar distrações destinadas a minar o progresso. Onde a reportagem for imprecisa ou enganosa, a FIFA a contestará diretamente e com vigor.
A responsabilidade da FIFA é para com as suas 211 Associações Membro e para com o futebol em todo o mundo. Não nos deixaremos distrair ou desviar do fortalecimento da organização, da entrega às nossas Associações Membro e da continuação do trabalho de tornar o futebol verdadeiramente global. Através do Presidente da FIFA e da administração da FIFA, o nosso foco permanece firmemente nessa missão, e estamos mais determinados do que nunca para cumpri-la.
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