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Futebol

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Ex-presidente da Fifa faz coro para norueguesa substituir Infantino no comando da entidade

Lise Klaveness tem apoio de Blatter para o cargo mais alto na federação internacional de futebol

4 ago 2026 - 15h44
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O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, recorreu às redes sociais para apontar um nome com potencial de substituir a gestão de Gianni Infantino, que vem sendo bastante contestado após o fracasso de seu projeto de investimento privado em competições da entidade que comanda o futebol no mundo.

"Lise Klaveness merece o maior respeito. Ela foi a única que sempre assumiu uma posição clara e não seguiu a corrente dominante. E, na Fifa, chegou o momento de uma mulher assumir a liderança", afirmou o ex-dirigente em postagem no X (antigo Twitter).

Joseph Blatter se juntou aos críticos da Fifa Forward Enterprise (FFE), proposta de Gianni Infantino para captar investimento privado na entidade máxima do futebol. O ex-presidente da instituição já havia publicado uma mensagem contra o plano em suas redes sociais.

"A Fifa não é um fundo de private equity. É uma associação com estatutos, regulamentos e uma responsabilidade fiduciária de proteger o jogo global. Se você vender as joias da coroa do futebol para investidores privados, você também vende parte do jogo - especialmente sua alma. O dinheiro importa, mas nunca deve se tornar tudo", escreveu Blatter, que hoje se intitula "filósofo do futebol".

A proximidade de Infantino com Donald Trump também foi alvo das críticas de Blatter. "A estreita relação entre o Presidente da Fifa e o Presidente dos Estados Unidos alcançou uma dimensão financeira que é profundamente danosa ao futebol. Ninguém tem o direito de vender o nosso jogo", falou.

O projeto de Infantino fracassou depois de a Uefa liderar uma onda de críticas ao presidente, citando falta de transparência do processo e o temor que o futebol fique à mercê da ganância de investidores do mercado financeiro. A federação europeia ameaçou boicotar as principais competições da entidade caso a proposta fosse adiante e, agora, trabalha pela saída do dirigente ítalo-suíço do cargo. Países como Inglaterra, País de Gales e Sérvia retiraram o apoio ao dirigente em sua campanha de reeleição.

Estadão
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