Ex-jogador Viola, ídolo do Corinthians, é condenado a 3 anos de prisão por posse ilegal de arma
Campeão do mundo com a seleção brasileira em 1994, ex-atacante foi processado pela ex-mulher em 2012; defesa não foi localizada, e Viola não respondeu os contatos da reportagem
Tetracampeão do mundo com a seleção brasileira e ídolo do Corinthians, o ex-atacante Paulo Sérgio Rosa, o Viola, foi condenado, nesta segunda-feira, 23, a três anos e 10 meses de prisão em regime aberto por posse ilegal de arma e de munições. A pena foi convertida em serviços comunitários que devem ser prestados ao longo do mesmo período da sentença. Ele pode recorrer da decisão. A defesa do ex-atleta não foi localizada. Procurado, Viola não respondeu os contatos da reportagem.
O processo foi aberto pela ex-mulher de Viola, em 2012. Na época, o ex-jogador foi preso em sua casa, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo por desobedecer uma ordem judicial, ser flagrado com armamento de uso restrito e ameaçar a sua então companheira.
Depois de a mulher do jogador informar que ele guardava armas em casa, o local foi vistoriado pelos policiais, que encontraram uma pistola calibre 380, um silenciador importado e cerca de 80 munições de vários calibres, entre elas algumas de espingarda calibre 12 - a mesma arma que, no início de 2006, fez com que o ex-atleta fosse preso.
O juiz Gustavo Nardi decidiu que Viola também terá de pagar multa no valor de um salário mínimo vigente da época dos fatos.
Viola é conhecido, principalmente, por sua passagem pelo Corinthians, clube do qual é ídolo. Com a camisa alvinegra, venceu dois títulos do Campeonato Paulista e um da Copa do Brasil. Também fez parte da seleção brasileira campeã do mundo em 1994, além de ter vestido a camisa de clubes como Vasco, Palmeiras, Valencia-ESP, Flamengo, Santos e Bahia.