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Federação do Rio e CBF em rota de colisão

17 abr 2019
15h09
atualizado às 15h09
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Ao anunciar na semana passada algumas medidas para os próximos anos no futebol brasileiro, o presidente da CBF, Rogério Caboclo, disse, entre outras coisas, que os Estaduais vão ter de ser disputados no máximo em 16 datas já a partir de 2020. Alguns, como o Carioca, o Paulista, que contam com 18 datas, seriam afetados. Por conta disso, o presidente da federação do Rio, Rubens Lopes, já antecipou que vai seguir apenas o que seus clubes filiados definirem.

Rubens Lopes, presidente da Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro)
Rubens Lopes, presidente da Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro)
Foto: Pedro Martins/Agif / Gazeta Press

Ou seja, ele afrontou a CBF e, dependendo do que for anunciado para o Carioca de 2020, a Ferj corre o risco de sofrer sanções.

“Ele (Rubens) vai ter de acatar a mudança. Não tem nada que consultar seus clubes. Deve apenas comunicá-los sobre a redução. Se quiser ‘peitar’, a CBF pode até suspender a federação carioca”, afirmou ao Terra um dos novos dirigentes da CBF, que tomou posse em 9 de abril e pediu que não fosse identificado na reportagem.

Para o Terra, a federação enviou um comunicado sobre as novidades estabelecidas pela CBF: “O calendário do Campeonato Carioca é feito pelos clubes do Rio de Janeiro. Só será alterado para 16 datas se este for o desejo dos filiados, manifestado no Conselho Arbitral.”

Com menos datas, os Estaduais perdem mais força ainda e atingem em cheio o prestígio das federações, que dependem dessas competições para sobreviver. A Paulista sinalizou que não deve criar obstáculos para pôr em prática o que determina a CBF. Tampouco a Gaúcha, cujo Estadual hoje tem 17 datas. Em Minas, os clubes que chegam à final jogam ao todo exatamente 16 vezes, que corresponde ao máximo pretendido pela CBF para o ano que vem.

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Fonte: Silvio Alves Barsetti

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