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Vice-campeão potiguar acusa federação de incentivos imorais

10 mai 2017
15h35
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O Globo-RN é um clube recente, fundado em 2012, e com uma ascensão meteórica no Estado. Há poucos dias, tornou-se vice-campeão potiguar, em disputa com o ABC. Até aí, tudo bem, o time fez boas partidas e mereceu chegar à final. Mas o que tem sacudido o futebol do Rio Grande do Norte nos últimos dias não é necessariamente o trabalho destacado do Globo, time da cidade de Ceará Mirim, a 28 quilômetros de Natal. O ambiente nos bastidores local anda tenso em razão de denúncias do presidente do clube, Marconi Barretto.

Jogadores do ABC (de uniforme branco) e do Globo-RN, durante a segunda partida válida pela final do Campeonato Potiguar 2017
Jogadores do ABC (de uniforme branco) e do Globo-RN, durante a segunda partida válida pela final do Campeonato Potiguar 2017
Foto: Gazeta Press

Ele acusou o presidente da federação potiguar de futebol, José Vanildo, de ter oferecido dinheiro para seu clube derrotar o América, numa fase anterior à decisão do Estadual.

“Veio até mim e disse que daria R$ 1 mil para cada jogador se o Globo vencesse o América. Achei isso um absurdo, uma imoralidade. Como é que um presidente de federação procura um clube e oferece vantagem financeira para esse clube derrotar outro do mesmo Estado, da mesma competição? Isso é imoral, é um negócio estarrecedor’, disse Marconi Barretto, em entrevista ao Terra.

O dirigente do clube é também prefeito da cidade de Ceará Mirim. Empresário do ramo da construção civil, ele viveu 25 anos nos Estados Unidos. Barretto disse que já passou por vários dissabores em apenas cinco anos investindo no futebol potiguar e que agora resolveu falar publicamente.

“Não sou adepto da desonestidade. Gosto de transparência e fui à Justiça para ter acesso detalhado das contas da federação de 2016. Tudo aqui no futebol do nosso Estado é uma desmoralização só. O presidente da federação tem que ser afastado”, declarou.

Barretto contou que reuniu os jogadores no vestiário antes das duas partidas decisivas do Estadual contra o ABC com o objetivo de motivá-los e de lhes dar uma ordem, atípica no futebol moderno.

“Eu dei a seguinte ordem. Se marcarem algum pênalti inexistente a nosso favor, quem for cobrar vai ter de chutar a bola pra lateral. Não é chutar para a linha de fundo, não, é para a lateral. Falei isso e eu disse que assumia as consequências desse ato.”

Outro lado

O presidente da federação potiguar, José Vanildo, afirmou ao Terra que Barretto “distorceu os fatos” e que responderá na Justiça por suas acusações.

“O que existe nos jogos do Estadual é um prêmio que a federação oferece ao ganhador, isso é de praxe. Não houve nada disso do que ele está dizendo. Não faz nenhum sentido. Ele está desesperado porque seu time não foi campeão.

José Vanildo é um dos homens de confiança do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero - indiciado pela Justiça dos EUA por crimes de corrupção e que há dois anos não deixa o Brasil por medo de ser preso pelo FBI.

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Fonte: Silvio Alves Barsetti
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