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Protocolo de saúde e falatório em campo: a final sem público na Arena Corinthians

Sem público por causa do coronavírus, estádio recebeu o clássico entre Corinthians e Palmeiras pelo Paulistão

6 ago 2020
08h10
atualizado em 7/8/2020 às 16h37
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Há pouco mais de dois anos, quando Corinthians e Palmeiras decidiram o Paulistão de 2018, quase 44 mil torcedores alvinegros pagaram ingresso para assistir ao clássico na Arena em Itaquera. Na noite de quarta-feira, por causa da pandemia do coronavírus, as arquibancadas estiveram novamente sem público e foram enfeitadas com faixas e bandeiras das organizadas do clube. Antes de o jogo começar, houve uma pequena queima de fogos de artifício e fumaça preta no setor Leste Inferior. Corinthians e Palmeiras empataram por 0 a 0 e vão decidir o título no sábado, no Allianz Parque.

Além das delegações dos times, puderam acompanhar a partida na Arena Corinthians apenas cerca de 50 profissionais de imprensa. Para entrar no estádio, era preciso responder a uma série de perguntas sobre sintomas de coronavírus nos últimos dias. Por fim, o texto ainda alertava: se estiver mentindo, poderá colocar a saúde de outras pessoas em risco. O último passo do protocolo era passar por uma cabine de desinfecção, que espirrava uma solução à base de clorexidina 0,2%.

Os profissionais de imprensa tiveram de ficar no setor Oeste Inferior, bem perto dos bancos de reservas. Essa proximidade ajudou a ouvir alguns diálogos, como quando o técnico Vanderlei Luxemburgo pediu calma para o goleiro Jailson, que chamava os companheiros para ajudar na confusão que começou com Mateus Vital e Rony.

As músicas de torcida ecoadas pelos alto-falantes não eram suficientes para abafar as reclamações de alguns jogadores. No quesito "chatice", o Corinthians superou o Palmeiras. Cássio e Gabriel reclamavam com o árbitro Raphael Claus e seus assistentes após diversas marcações. Danilo Avelar é outro que não ficava quieto, mas era para dar apoio aos companheiros de equipe, com gritos de "vamos" e "boa".

O Palmeiras foi um time mais calado em campo. Mas à beira do gramado tinha Luxemburgo, que não sentou no banco de reservas em nenhum momento. Ele chegou a se estranhar com profissionais corintianos quando Bruno Mendez não deixou Marcos Rocha cobrar o arremesso lateral rapidamente. No fim, Luxa conversou com Tiago Nunes e ficou tudo numa boa.

No segundo tempo, quando Jô deu forte entrada em Gustavo Gómez e recebeu o cartão amarelo, membros da delegação palmeirense que assistiam ao jogo no setor Oeste Superior xingaram bastante o árbitro. Em campo, os jogadores alviverdes também reclamaram bastante com Raphael Claus.

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