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Campeonato Gaúcho

Forlán fala sobre início no Inter: "não foi o que imaginei'

6 jan 2013 - 09h07
(atualizado às 12h51)
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Um 2013 diferente. Bem diferente. É o que almeja Diego Forlán. O atacante uruguaio não rendeu o esperado em seus primeiros seis meses de Internacional e sabe disso. Com a pré-temporada ao lado dos seus companheiros – iniciada na última quinta-feira –, ele espera voltar a apresentar o futebol que o garantiu como o melhor da Copa de 2010.

Jogadores do Inter chegaram por volta das 16h (de Brasília) do Centro de Treinamentos
Jogadores do Inter chegaram por volta das 16h (de Brasília) do Centro de Treinamentos
Foto: Alexandre Lopes / Divulgação

Forlán chegou ao Inter em 7 de julho como a maior contratação do clube. Tinha a responsabilidade de recuperar o futebol apresentado na África do Sul, quando levou o Uruguai à semifinal do Mundial – algo que não acontecia desde 1970. Mas só fez cinco gols em 19 jogos e deixou o torcedor colorado frustrado.

Em entrevista concedida no CT Parque do Gigante, em Porto Alegre, o camisa 7, já bem ambientado ao português e a Porto Alegre, falou o que pensa sobre uma possível adequação do calendário brasileiro ao europeu, como vê a preparação do Brasil para sediar a Copa de 2014, destacou a importância do companheiro de Inter D’Alessandro e também sobre o Uruguai, já que é o principal artilheiro da Celeste e grande responsável pelo renascimento do futebol do país.

Veja a entrevista na íntegra

Que análise você faz dos seus primeiros seis meses de Internacional?

O momento não foi o melhor, pois o time não jogou como gostaríamos. Não foi o que imaginei. Agora, esperamos começar o ano da melhor maneira possível.

Muito se fala que com uma pré-temporada pelo Internacional, o seu rendimento será muito melhor. É o que você acredita?

Ela facilitará para mim e todos os outros. A pré-temporada é sempre muito boa. Em um país como o Brasil, no qual os clubes tem muitos jogos pela frente em um ano, ter uma boa pré-temporada é essencial, é muito importante.

Já que existe um número muito elevado de jogos no Brasil, você acredita que o calendário daqui deveria se adequar ao dos principais países da Europa?

É uma questão muito difícil. O calendário de todos os países é complicado. Acho que cada um tem de fazer o que acha melhor. Não tem um calendário que seja o ideal, a referência. Quando se tem diferentes continentes, diferentes climas é muito complicado.

E como tem sido a sua adaptação a Porto Alegre?

Já conheço bem. É uma cidade muito bonita, tranquila. Estou gostando muito de morar aqui.

A preparação do Brasil para a Copa do Mundo de 2014 te preocupa? A reforma do Beira-Rio, por exemplo, está atrasada.

Como em todos os lugares, quando começa a contagem regressiva, as coisas que estão faltando começam a preocupar, mais isso é normal. Não é somente aqui que acontece. Na África do Sul todos falavam dos atrasos, dos problemas, mas depois foi tudo muito legal. Na hora do torneio tudo acaba acontecendo da melhor maneira possível.

A proximidade de Porto Alegre com Montevidéu, a sua cidade natal, tem ajudado?

Sempre que tem uma folga e existe a possibilidade de pegar um voo, vou para lá. O importante é estar perto da família, dos amigos. Eles podem vir para cá ver algum jogo e isso é muito bom. Antes, a família e os amigos tinham de ficar duas semanas ou uma semana pelo menos para compensar a viagem. Agora eles ficam dois, três dias.

Como é a sua relação com o D'Alessandro, o principal líder do elenco colorado?

Ele, assim como os outros companheiros, é um grande jogador e tem muita qualidade. Mas a proximidade não é somente comigo. Também com o Damião e o Rafa (Rafael Moura), os jogadores que estão na frente. Ele é uma peça importante, dá muitos passes para gols e é muito bom que ele tenha essa qualidade.

Você estaria preparado para substituir D'Alessandro como o principal líder do time em campo?

Cada um tem a sua personalidade. Difícil pensar o que pode acontecer se algum atleta sair. Ele está aqui, tem contrato e é um jogador importante. Depois, se ele tem uma boa proposta e vai embora, não somente ele como outros jogadores, terá o seu lugar na História do clube e isso tem que ser respeitado.

Você foi criticado nesses primeiros meses de Inter pela grande quantidade de finalizações erradas. Essas críticas te chatearam?

É a minha característica finalizar. É o que sempre fiz e continuo fazendo do mesmo modo, tentando fazer o melhor. Tenho mais chances de fazer gol, mas errar também faz parte.

Falando do Uruguai. O que explica esse momento nas Eliminatórias para a Copa de 2014? Foram três derrotas e um empate nos últimos jogos, o que fez o Uruguai cair para o quinto lugar e ver a sua classificação ameaçada.

São coisas do futebol. Tem momentos em que você joga melhor, as coisas saem bem e em outros você tenta fazer o melhor, mas não consegue. Fica difícil fazer gol, o adversário chega apenas uma vez e faz o gol. Futebol é assim. Não tem lógica. Nesse momento, nós temos de fazer o possível para melhorar, pois o time tem qualidade. Mas o problema não é apenas o Uruguai. Na América do Sul, o nível está melhor. Não existe tanta diferença entre uma seleção e outra.

Darío Pereyra e Jorge Fossati, treinadores uruguaios, garantiram, em entrevista ao LANCE! em outubro de 2012, que falta renovação na seleção celeste? Você concorda com isso?

Acho que dois, três meses atrás ninguém falava que não tinha renovação no Uruguai. Nós perdemos três jogos em dois meses e todos dizem que as coisas estão mal. Temos a mesma base do Mundial passado, os jogadores estão mais velhos, sim. Mas há poucos meses ninguém falava nada. O treinador (Óscar Tabárez) é quem toma a decisão, o time para ele é esse e nós temos de respeitar sempre.

Apesar desse momento ruim nas Eliminatórias para a Copa do Mundo, o Uruguai é o atual campeão da Copa América e voltou a ser um protagonista...

É ótimo ser novamente o protagonista depois de tanto tempo. Para nós ver o Uruguai como uma seleção de ponta é muito bom. Ficar na história do seu país é incrível.

E como é para você ser o maior artilheiro do Uruguai com 33 gols?

Para mim também é bom. Eu gosto ainda mais pois nenhum jogador quebrava esse recorde de tantos anos do Scarone (Héctor Scarone, campeão mundial em 1930, marcou 31 gols pela Celeste entre 1917 e 1930) . Eu ser o jogador que se tornou o recordista é uma honra. Depois de tanto tempo, ver o meu nome ficar no topo da lista é muito, muito legal.

Como está a expectativa para a Copa do Mundo de 2014?

Ainda temos de nos classificar. A expectativa está legal, pois a Copa está cada vez mais perto. Seria algo muito bom. Mas sabemos que a classificação não está fácil. Temos de ir com calma, sem empolgação.

DETALHES DA CARREIRA DE DIEGO FORLÁN

Começo no Uruguai

Diego Forlán Corazzo, que pensava em ser jogador de tênis, começou a jogar futebol no Peñarol (URU), clube pelo qual seu pai, Pablo Forlán, é ídolo. Ele ainda teve passagem pela base do Danubio (URU).

Profissional na Argentina

Ainda juvenil, Forlán chegou ao Independiente (ARG), equipe que defendeu entre 1998 e 2002 e pela qual se profissionalizou. Foram 40 gols em 91 partidas pelo clube de Avellaneda, do qual é ídolo.

O auge na Espanha

Chegou ao Manchester United (ING) em 2002, mas não brilhou o esperado e foi vendido ao Villarreal (ESP) em 2004. Se destacou pelo Submarino Amarelo e conquistou a Bola de Ouro ao marcar 25 gols no Campeonato Espanhol de de 2004/2005.

Em alta no mercado, foi negociado com o Atlético de Madrid (ESP) em 2007 e virou ídolo no clube, mesmo tendo a missão de substituir Fernando Torres, que havia acertado com o Liverpool (ING). Na temporada 2008-2009 ganhou novamente a Bola de Ouro ao marcar 32 gols no Campeonato Espanhol.

Passagem sem brilho pela Itália

Após ser o artilheiro e melhor jogador da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, Forlán foi negociado pelo Atlético de Madrid com a Internazionale (ITA). No entanto, o uruguaio não repetiu as atuações de antes e marcou apenas dois gols em 20 partidas pela equipe de Milão.

O goleador do Uruguai

Assumiu, com 32 gols, a artilharia da seleção do Uruguai no dia 11 de outubro de 2011. Hoje soma 33. Ele ainda é, com 93 jogos, quem mais entrou em campo pela Celeste.

NEGOCIAÇÃO SIGILOSA E INTERESSE DE OUTROS CLUBES, COMO O GRÊMIO

Contratar o melhor jogador da última Copa do Mundo não foi uma tarefa das mais simples para o Inter. O sigilo era fundamental, mas o Colorado também teve de convencer a Inter de Milão a liberar o jogador sem custos e superar a concorrência de outros clubes – Grêmio e Galo sondaram o atleta.

E um dos diferenciais para a negociação foi a presença do empresário Jorge Baideck – ex-zagueiro, que foi campeão do mundo com o Grêmio em 1983 –, que é amigo de Forlán e da sua família.

– O próprio Grêmio em outras situações sempre pediu. Mas o Inter agiu rapidamente. Com muito sigilo, fui três vezes na casa do Diego em Montevidéu, uma vez na Argentina e duas na Itália – disse Baideck, ao L!Net, antes de exaltar o empenho do Inter para a contratação do jogador:

– Fernandão (então diretor técnico de futebol) e o Davi (Luciano, então vice de futebol) foram até Montevidéu, na casa do Diego, para ele sentir a vontade do clube e ter uma conversa do projeto. Tudo com profissionalismo. A negociação só vazou dez dias antes.

E Baideck crê em um 2013 de sucesso para o camisa 7: "Tenho falado com ele. Sinto ele com vontade. Ele me ligava nas férias para saber das notícias, ficou muito feliz do Dunga. Acho que o Diego vai fazer um grande ano".

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Fonte: Lancepress! Lancepress!
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