Estados Unidos negam tentativa de excluir Irã da Copa do Mundo 2026
Em meio à tensão política no Oriente Médio, rumores sobre troca de seleções no Mundial geraram forte repercussão
A possibilidade de uma mudança inesperada na Copa do Mundo de 2026 movimentou os bastidores do futebol internacional nesta semana. Após rumores sobre uma suposta tentativa dos Estados Unidos de retirar o Irã do torneio e colocar a Itália em seu lugar, o governo norte-americano tratou de negar qualquer articulação nesse sentido.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que não houve proposta oficial para alterar a lista de classificados do Mundial, que será disputado em território americano, além de Canadá e México.
A especulação surgiu após uma publicação do jornal Financial Times, que apontava que o enviado especial Paolo Zampolli teria comentado com Gianni Infantino sobre a possibilidade de a Itália ocupar a vaga iraniana. O cenário ganhou força por conta do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã no Oriente Médio desde o fim de fevereiro.
Rubio, no entanto, descartou a hipótese e explicou que a preocupação do governo não está relacionada aos jogadores iranianos, mas sim a integrantes que poderiam acompanhar a delegação.
"O problema com o Irã não seriam seus atletas, mas algumas das outras pessoas que gostariam de trazer consigo. Talvez não possamos deixá-los entrar, mas os próprios atletas certamente poderão", declarou.
O secretário ainda reforçou que, caso a seleção iraniana não dispute o torneio, isso dependeria exclusivamente de uma decisão própria dos jogadores e da federação do país.
A Itália, citada nos rumores, sequer garantiu vaga no torneio. A tradicional equipe europeia ficou fora da Copa pela terceira vez consecutiva após ser eliminada na repescagem continental diante da Bósnia e Herzegovina.
Já o Irã assegurou classificação ainda em março de 2025 pelas Eliminatórias Asiáticas. Apesar de o governo iraniano ter cogitado não participar por causa da guerra, a posição foi revista posteriormente.
Recentemente, Infantino reforçou que a presença iraniana está mantida no torneio e afirmou que o esporte deve permanecer separado da política.
"Eles devem jogar. O esporte deve ficar fora da política. Se ninguém mais acreditar em construir pontes, nós fazemos isso", afirmou o dirigente.
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