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ESPECIAL COPA AMÉRICA: Veja os pontos fortes e fracos das seleções já classificadas

Fase de grupos da competição termina na noite desta segunda-feira, e sete seleções já estão classificadas

24 jun 2019
12h38
atualizado às 13h18
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A primeira fase da Copa América chega nesta segunda-feira ao seu último dia de disputa com sete seleções já garantidas nas quartas de final: Brasil, Venezuela, Colômbia, Argentina, Chile, Peru e Uruguai. O último classificado sai depois dos jogos Equador x Japão e Chile x Uruguai, ambos realizados nesta noite.

O Estado apresenta uma análise sobre os times que estarão na próxima fase da competição, com pontos fortes e fracos, principais jogadores e destaques. CONFIRA:

BRASIL

O sucesso da seleção brasileira na Copa América passa necessariamente pelos pés de Everton Cebolinha e de Arthur. São os dois melhores jogadores do Brasil, novatos no time e dispostos a cavar um lugar definitivo até a Copa do Catar, em 2022. O bom é que esses dois jogadores, do Grêmio e do Barcelona, respectivamente, contagiaram os demais. Contra o Peru, o time foi outro. E o Peru é melhor do que a Venezuela, com quem a equipe de Tite só empatou. Gabriel Jesus e Firmino foram melhores em Itaquera, assim como Philippe Coutinho. Esses cinco jogadores são responsáveis em resgatar o futebol da seleção. Todos são bons jogadores, mas estavam fora de posição e hibernando. Tudo bem que das três partidas da primeira fase da competição, eles só foram bem na última, exceto Everton, que já vinha incendiando o lado esquerdo do Brasil.

Nosso setor defensivo ainda não foi testado. Bolívia, Peru e Venezuela não ofereceram nada em seus respectivos ataques, de modo a não ter como avaliar até agora a organização da zaga brasileira. A seleção terminou a primeira fase sem sofrer gols, o que já é bom, e com alguns de seus atletas mais defensivos se destacando, como Casemiro, que não estará em campo na quinta-feira porque recebeu o segundo cartão amarelo.

COLÔMBIA

Melhor campanha da Copa América até agora com 100% de aproveitamento nos três jogos e nenhum gol sofrido, a seleção da Colômbia mostrou nesta primeira fase que é uma das favoritas ao título. Com boas recordações do Brasil - foi o artilheiro da Copa do Mundo de 2014 com seis gols, sendo o contra o Uruguai, pelas oitavas de final, o mais bonito da competição -, o meia James Rodríguez é o principal jogador do time. Com seus passes precisos e boa distribuição da bola para as jogadas de ataque, foi decisivo para as vitórias contra Argentina e Catar.

Apesar de ainda não ter sofrido gols, a defesa da Colômbia é considerada o ponto mais fraco da equipe. O técnico português Carlos Queiroz, conhecido por seu estilo de jogo mais defensivo, assumiu o comando no começo deste ano e tenta fazer o time jogar à sua maneira. Um problema que o treinador enfrenta é a ausência do experiente goleiro David Ospina, o titular da seleção, que teve de voltar às pressas à Colômbia por causa de um problema de saúde com o sei pai. Sua volta é esperada para a partida pelas quartas de final na sexta-feira.

CHILE

A seleção chilena é entrosada, visto que os principais jogadores atuam juntos há quase uma década na equipe. Também está acostumada com decisões, já que é a atual bicampeã da Copa América, tendo ganhado ambas nos pênaltis e sido a primeira geração da história do país a conquistar um título no futebol. O meio de campo, que conta com jogadores de qualidade como Aránguiz e Vidal, possui qualidade no passe e na marcação.

Por outro lado, também é uma seleção envelhecida, com média de idade alta, o que tende a fazer a diferença conforme for disputando mais jogos em um curto período de tempo. Normalmente, o Chile apresenta dificuldades para fazer gols quando enfrenta seleções mais fortes, não tem um centroavante de renome e o ataque ainda pode perder Aléxis Sanchez, que disse ter enfrentado o Equador lesionado. E, se tirou o peso das costas ao ganhar os títulos, precisa dar uma resposta aos torcedores após não conseguir a classificação para a última Copa do Mundo.

PERU

O Peru se garantiu nas quartas de final da Copa América como um dos melhores terceiros colocados do torneio. O time somou 4 pontos no grupo A e ficou atrás de Brasil e Venezuela. Todo o otimismo criado pela seleção peruana nas duas primeiras rodadas caiu por terra no último sábado, quando a equipe tomou uma goleada por 5 a 0 do Brasil.

A defesa é frágil e o goleiro Gallese não transmite confiança. O lateral Trauco não é seguro na marcação. O destaque é a experiência dos homens frente. Farfán e Guerrero têm 34 e 35 anos, respectivamente, mas continuam com o poder de fogo em alta.

ARGENTINA

A Argentina chega nas quartas de final ainda com uma grande interrogação em cima do trabalho do técnico Lionel Scaloni e do atacante Lionel Messi. A tradicional seleção tem como ponto forte a individualidade de alguns jogadores acima da média, como o próprio Messi e Aguero, que fez grande temporada pelo Manchester City. A já conhecida raça de seus atletas também é algo que pode levar a equipe mais longe na competição.

Por outro lado, a juventude do técnico é apontado como o maior problema da equipe. Scaloni sempre foi auxiliar e estreou como treinador já no comando da seleção. Ele tem feito muitas mudanças na equipe, o que dificulta o entrosamento e o conjunto. Além disso, Messi continua sua sina de brilhar no Barcelona, mas não ter o mesmo desempenho na seleção. A defesa é outro ponto que preocupa, já que o time não conta com grandes atletas para a posição.

URUGUAI

Comandado pelo experiente Óscar Tabárez, de 72 anos, o Uruguai tem um dos melhores sistemas ofensivos da Copa América. O quarteto formado por Nández, Lodeiro, Suárez e Cavani mostra entrosamento e leva perigo aos adversários.

Uma das principais contratações do futebol brasileiro no início do ano, Arrascaeta é reserva da equipe. Lodeiro assumiu a vaga do meia do Flamengo nesta Copa América. Se por um lado o ataque funcionou nos primeiros jogos, o sistema defensivo deixou a desejar no empate por 2 a 2 com o Japão. O goleiro Muslera falhou no segundo gol dos asiáticos.

VENEZUELA

Invicta e classificada em segundo lugar no grupo do Brasil, a Venezuela surpreendeu pela sua organização tática nos primeiros três jogos da Copa América. Diante da seleção brasileira, por exemplo, os venezuelanos se fecharam em um 4-1-4-1 e ficaram com o empate sem gols.

A equipe é comandada desde 2016 pelo ex-goleiro Rafael Dudamel. O principal jogador é o atacante Salomón Rondón, que tem 29 anos e atua no futebol inglês. Entretanto, o artilheiro do time até agora no torneio é Machís, com dois gols.

QUEM FEZ O GOL MAIS BONITO DA COPA AMÉRICA?

Estadão
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