Do choro no ombro de Diniz em goleada a 2 gols e dancinha: como Vasco marcou queda e redenção de Neymar em 7 meses
Contra o Cruz-Maltino, Neymar viveu o fundo do poço e, depois, o gosto da redenção
Em um intervalo de apenas sete meses, o Vasco da Gama se tornou personagem central de dois capítulos opostos na trajetória recente de Neymar no futebol brasileiro: o do fundo do poço, após uma goleada dolorosa, e o da redenção, com dois gols decisivos e dancinha.
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O primeiro ato foi devastador e ocorreu em agosto do ano passado. No Morumbis, pelo Campeonato Brasileiro, o Santos foi atropelado por 6 a 0 pelo Vasco. Ao apito final, Neymar desabou. Sentou no gramado, chorou copiosamente e precisou ser amparado pelo então treinador do time carioca, Fernando Diniz.
Meses depois, porém, o roteiro foi reescrito e novamente contra o Vasco. Na noite da última quinta-feira, 26, na Vila Belmiro, pela Série A, Neymar protagonizou sua resposta. Com atuação de gala, marcou duas vezes e comandou a vitória por 2 a 1, a primeira do Santos na competição.
Diferente do confronto do ano passado, que terminou em lágrimas, dessa vez houve sorriso, dancinha e alívio do craque do Santos, pedido por muitos na Seleção Brasileira comandada pelo técnico Carlos Ancelotti.
Com o resultado, o Peixe saltou para a 13ª colocação, agora com quatro pontos na tabela. Por outro lado, o revés mantém o Cruz-Maltino na lanterna do campeonato, com um único ponto.
Chama Neymar que ele resolve
No jogo, Neymar foi decisivo. No momento em que o Peixe sofria pressão, Neymar resolveu a situação.
O craque aproveitou sua primeira oportunidade clara, dominou a bola e finalizou com precisão, sem oferecer qualquer reação ao goleiro Léo Jardim. Logo após balançar as redes, o camisa 10 encarou a arquibancada e pediu silêncio aos torcedores vascaínos que o hostilizavam.
Depois de tomar o empate, o Santos precisou novamente de seu craque. Tudo começou nos pés de Arão, que desequilibrou a partida ao desferir um lançamento primoroso, conectando a defesa diretamente ao ataque com precisão cirúrgica.
Graças a esse passe vertical, a retaguarda adversária bateu cabeça e falhou na tentativa de interceptação. O erro defensivo abriu um clarão para o avanço de Neymar, que não desperdiçou o presente. Com o campo livre, o camisa 10 arrancou em velocidade, invadiu a área e exibiu a categoria habitual diante da marcação.
Para coroar a jogada, o craque santista escolheu o recurso do toque por cobertura. A bola venceu o goleiro Léo Jardim e balançou as redes em grande estilo, selando a pintura que deu a vitória para o Peixe.