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CBF ataca "críticos de plantão" e valoriza gestão atual

31 mar 2015
18h48
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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) emitiu nesta terça-feira, em seu site oficial, um comunicado em que se defende de supostos ataques recebidos pela má gestão do futebol brasileiro. A entidade que regula o esporte no País ironizou "oportunistas" e "críticos de plantão" para exaltar as ações que realiza. 

<p>Del Nero e José Maria Marin são homens-chave da atual gestão da CBF</p>
Del Nero e José Maria Marin são homens-chave da atual gestão da CBF
Foto: Jorge Adorno / Reuters

Na nota, a CBF cita que organiza 13 competições, sendo que muitas delas não dão lucros. Ainda diz que "a maioria dos campeonatos e inúmeros estaduais são deficitários e só existem graças a subsídios da CBF". 

Veja na íntegra o comunicado: 

O Campeonato Brasileiro da Série A – o nosso conhecido Brasileirão – e a Seleção Brasileira são usados com frequência por alguns oportunistas para ataques à CBF. Quando se fala em futebol brasileiro, porém, é preciso ser menos simplório, ou primário, para atribuir alguma seriedade ao debate. Caso contrário, esses críticos de plantão vão continuar no mesmo lugar de sempre, ou seja, críticos de plantão.

A CBF vem aumentando seus investimentos em todas as categorias do futebol. Em 2010, a entidade organizava seis campeonatos. Este ano, serão 13 competições: sete profissionais, dois de futebol feminino e quatro da categoria de base. O número de torneios aumentou 117% em cinco anos.

Enquanto alguns personagens perdem tempo com críticas infundadas, a CBF está preocupada em viabilizar os Campeonatos Brasileiros das séries A, B, C e D, Copa do Brasil, Copa do Nordeste, Copa Verde, Copa do Brasil de Futebol Feminino, Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino, Campeonato Brasileiro Sub-20, Copa do Brasil Sub-20, Copa do Brasil Sub-17 e Copa do Nordeste Sub-20.

A maioria dos campeonatos dessa lista e inúmeros estaduais são deficitários e só existem graças a subsídios da CBF. Em 2014, o valor investido pela CBF chegou a quase R$ 100 milhões, diretamente nas competições ou subvencionando as Federações Estaduais para promoção de seus campeonatos. O dinheiro gasto pela CBF nesses campeonatos deficitários garante a continuidade de mais de 200 clubes e gera emprego para cerca de 4.500 atletas de todo o país.

Com recursos próprios, a CBF possibilitou a criação da Seleção Brasileira Feminina permanente, dedicada à preparação para a Copa do Mundo deste ano e a Olimpíadas Rio 2016, entre outros compromissos oficiais. As jogadoras recebem salário e podem se concentrar nos treinamentos e na evolução do desempenho, na busca incessante pelo inédito ouro olímpico. O mesmo esforço é direcionado às seleções de base, formadoras do espírito vitorioso de jovens responsáveis pelas futuras conquistas dessa nação pentacampeã mundial.

O Brasil tem extensão continental e é preciso que se abra oportunidades para que atletas de todos os lugares possam exercer a sua profissão. Estamos retomando as competições regionais em locais com legião de torcedores apaixonados por futebol que, antes, não contavam com campeonatos chancelados pela CBF.

A prioridade da CBF neste momento não é apenas o desempenho financeiro, mas, sim, imprimir uma gestão moderna, transparente e social. Com este espírito, a CBF tem aumentado expressivamente o investimento em mais e melhores competições e, em última instância, estimulando o fomento do futebol como um todo.

As 13 competições de 2015 terão, ao todo, 1.804 partidas, um número 51% superior aos 1.192 jogos de cinco anos atrás. Os recursos da CBF são utilizados de forma organizada e dentro da lei. Só em 2014, foram pagos mais de R$ 36 milhões em impostos. O objetivo é estimular e fortalecer o futebol no país inteiro. E isso não entra na cabeça de quem enxerga apenas algumas partes do nosso mapa, que estão de costas para o verdadeiro Brasil.

Fonte: Terra

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