Martinelli se coloca à disposição para substituir Raphinha na seleção: 'Nas mãos de Ancelotti'
Reserva de Vini Jr., atacante do Arsenal se sente mais confortável em sua posição de origem, mas se vê jogando junto ao astro do Real Madrid
BASKING RIDGE - Gabriel Martinelli prefere jogar na ponta esquerda, mas, se o técnico Carlo Ancelotti precisar dele pela direita, no lugar do lesionado Raphinha, está pronto para ajudar. O Brasil enfrenta a Escócia nesta quarta-feira, 24, em Miami, em jogo que definirá a primeira colocação do Grupo C da Copa do Mundo. A seleção precisa vencer, de preferência por uma boa margem de gols, para não depender do resultado de Marrocos, que terá pela frente o Haiti.
"Temos muitos jogadores de qualidade ali na frente. Particularmente, prefiro jogar pela esquerda, mas no Arsenal já atuei pela direita e também fiz isso contra a França no último amistoso. Quem decide é o professor. Deixo isso nas mãos do mister", disse o atacante, campeão inglês e vice-campeão europeu na última temporada.
Raphinha tem uma lesão muscular na coxa direita e perderá, ao menos, dois jogos, podendo ficar fora de três partidas e retornar apenas nas quartas de final, caso o Brasil chegue até lá.
No organograma do elenco da seleção, Martinelli é reserva de Vinícius Júnior, missão ingrata, já que o jogador do Real Madrid é hoje a principal referência técnica do Brasil. A tendência é que Luiz Henrique atue como opção pela direita, mas Rayan já foi testado na posição, o que ampliou o leque de alternativas de Carlo Ancelotti.
"Atuar pela direita também muda de acordo com quem está ao meu lado. Às vezes, é preciso ir ao fundo e cruzar. Tudo depende da formação e dos companheiros que estão próximos", completou Martinelli.
Contra o Haiti, na vitória por 3 a 0 no sábado, na Filadélfia, Martinelli entrou no segundo tempo no lugar de Lucas Paquetá, que tem características diferentes, mais próximas às de um meia armador. Vinícius Júnior ainda estava em campo e uma bela tabela entre os dois quase resultou em um golaço de Martinelli, mas a bola acertou a trave. Apesar de terem a ponta esquerda como posição preferencial, os dois podem atuar juntos?
"É uma oportunidade atuar com tantos jogadores de qualidade. A gente gosta de se movimentar e fazer tabelas. No segundo jogo tive alguns minutos e é preciso manter a cabeça tranquila e estar preparado. É isso que procuro passar para o pessoal que está tendo menos oportunidades. Às vezes, você pode não jogar os três primeiros jogos e acabar decidindo uma partida de quartas de final com um gol", disse Martinelli.
Sobre Neymar, que voltou a treinar integralmente com o elenco nesta segunda-feira, 22, Martinelli disse que o vê preparado para retornar. Recuperado de uma lesão na panturrilha direita, o atacante do Santos deve ficar no banco de reservas contra a Escócia.
"A gente correria 10, 20, 30 ou 40 metros a mais para potencializar o Neymar, o Vini ou qualquer companheiro. Sempre tento me doar ao máximo. Se precisar defender em uma linha de cinco, vou fazer. Toda a equipe está se dedicando bastante", afirmou.
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