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Copa do Mundo

Do desastre de 90 ao título de 94: o que aconteceu em 4 anos

5 jul 2010 - 22h58
(atualizado às 23h16)
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Israel Stroh

Nas oitavas de final, contra a Argentina, por 1 a 0. Fazia 20 anos que o Brasil não vencia uma Copa do Mundo. Ser eliminado pelo maior rival tão cedo fez do Mundial de 90, na Itália, um dos mais trágicos para o futebol brasileiro. A palavra-chave após o fracasso era a mesma deste ano: mudança. Daquela vez, a fórmula deu certo.

No banco de reservas, Dunga provou na África do Sul o veneno que experimentara em 90, como volante. Foi apontado como um dos responsáveis por aquela eliminação, desgosto que desta vez, parou nos ombros de Felipe Melo. Sobraram vaias também para Sebastião Lazaroni, o técnico daquela seleção, que de fato, carecia de grandes destaques.

A mudança foi radical, assustadora também. Técnico e onze jogadores novos tentaram reerguer a Seleção. Cafu, Márcio Santos (até então no Novorizontino), Leonardo e César Sampaio representaram a nova geração e se destacaram em Copas seguintes, mas os resultados preocuparam. Logo de cara, a Espanha fez 3 a 0 no Brasil e, depois, foram cinco empates seguidos. O Brasil foi vencer apenas em abril de 91, com um simples 1 a 0, contra a Romênia.

"Teve uma mudança muito grande naquela época, não acho que precisava de tudo aquilo. O problema é que há uma cultura péssima por procurar culpados, mas os problemas vão além disso", diz à reportagem do Terra o ex-goleiro Sérgio Guedes, hoje técnico do São Caetano, que fez parte da renovação pós-Copa.

Falcão assumiu a Seleção e liderou as mudanças por um ano. Parreira comandou em seguida e deu sua cara ao time, que só pode sorrir no último jogo das Eliminatórias, em 93. Ele decidiu convocar Romário no jogo de "vida ou morte" contra o Uruguai, o atacante fez dois gols e, além da vitória e classificação, deu a arte que o futebol brasileiro sentia falta. O final da história termina no chute de Roberto Baggio para fora e no tetracampeonato mundial.

Presente na transição, Guedes vê um problema diferente na atual geração. E não é um problema do atual grupo da Seleção, é da filosofia do futebol brasileiro. Se não mudar, mais frustrações podem estar por vir.

"Não faltou disposição ao time. Futebol virou um grande negócio. O jogador é tratado como produto e trabalhado desde a base para ir ao exterior e dar dinheiro. Ele é tratado a 'pão de ló', recebe todo tipo de conforto, mas na Copa, quando se defende um povo, ele sente mais dificuldade em suportar a pressão. Se não mudar, vai ser sempre mais difícil".

Veja como o Brasil foi a campo nesta transição:

Brasil 0 x 1 Argentina. Eliminação na Copa de 90: Taffarel; Ricardo Rocha, Mauro Galvão (Renato Gaúcho) e Ricardo Gomes; Jorginho, Dunga, Alemão (Silas), Valdo e Branco; Careca e Müller. Técnico: Sebastião Lazaroni.

Brasil 0 x 3 Espanha. Primeiro jogo após eliminação: Veloso, Gil Baiano, Paulão, Márcio Santos e Nelsinho; Cafu, Donizete Oliveira, Moacir, Neto, Charles e Nilson. Técnico: Falcão.

Brasil 2 x 0 Rússia. Estreia do Brasil na Copa de 94: Taffarel, Jorginho, Ricardo Rocha (Aldair), Márcio Santos e Leonardo; Mauro Silva, Dunga (Mazinho) Raí e Zinho; Bebeto e Romário. Técnico: Carlos Alberto Parreira.

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Foto: Getty Images
Fonte: Especial para Terra
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