Com atuação decisiva, Alecsandro aprova apelido e homenageia pai
Autor do único gol da primeira final da Copa do Brasil, Alecsandro deixou São Januário sob os gritos de "Alecgol". E não mostrou nenhuma modéstia para dizer que merece o apelido. O atacante usou seu currículo recente com atuações em decisões para provar que merece uma alcunha com "gol" no final.
"Tem jogador aí que faz pouco gol na carreira e fala que é "não sei o quê gol". Já tive a oportunidade de ser campeão da América e fui premiado com esse gol", argumentou o jogador, negociado pelo Inter com o Vasco mesmo após ter sido campeão da Libertadores e marcado dois gols que valeram o terceiro lugar no Mundial, contra o Seongnam Ilhwa, da Coreia do Sul.
"Falavam que eu não fazia gol importante e venho mostrando gol em semifinal de Libertadores, em Mundial, final de campeonato", recordou, assumindo a responsabilidade de ser o centroavante da equipe cruz-maltina. "Gol é sempre importante. Para mim é ainda mais porque visto a camisa 9", disse.
Para completar o desabafo contra a desconfiança, o atleta ainda pôde homenagear o pai, o ex-atacante Lela, repetindo a comemoração de gol fazendo careta. Alecsandro fez o gesto exatamente contra o Coritiba, clube no qual Lela é considerado um dos principais ídolos.
"Este gol foi para toda a minha família: meu filho, para minha esposa, meu pai, meu irmão (o volante Richarlyson, do Atlético-MG) , todos. Claro que principalmente para meu pai, e comemorar como ele fazia foi especial", declarou o atacante, que já levou amarelo e ficou suspenso por ter feito a comemoração nas quartas de final da Copa do Brasil, contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada.
"O cartão me deixou fora de uma partida que poderia ter nos prejudicado. Vim ver o jogo e, quando perdíamos por 1 a 0, nossos torcedores estavam até questionando a careta. Não gosto muito de comemorar assim. Talvez possa ter sido a minha última careta", anunciou Alecsandro, que escapou ileso da punição nessa quarta-feira, em São Januário.