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Protesto no Castelão tem saques e vandalismo a carro da Globo

19 jun 2013
17h38
atualizado às 20h51
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O clima tenso nos arredores do Castelão prosseguiu enquanto a Seleção Brasileira enfrentava o México pelo Grupo A da Copa das Confederações. Os protestos contra os gastos na Copa do Mundo tiveram repressão violenta da Polícia Militar e cenas de vandalismo e saques. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), entre 80 mil e 100 mil pessoas participaram do ato.

Imagem mostra como ficou uma avenida em Fortaleza depois dos protestos
Imagem mostra como ficou uma avenida em Fortaleza depois dos protestos
Foto: Arituza Timbó / Especial para Terra

A partir das 16h30, o vandalismo ficou mais evidente. Um grupo saqueou uma loja de conveniência em um posto de gasolina que fica na rotatória da Avenida Alberto Craveiro.  Ainda havia muitos manifestantes nas avenidas Alberto Craveiro e Paulino Rocha, mas um grande número já deixou o local.

Assim como houve em São Paulo na última noite, o carro de uma emissora de televisão foi atacado por vândalos. O carro da TV Verdes Mares, filiada da Rede Globo em Fortaleza, estava estacionado no estacionamento de um supermercado e foi depredado.

Por volta das 18h, quando a Seleção comemorava a vitória por 2 a 0 sobre o México, a Avenida Paulino Rocha já estava liberada. Entretanto, o protesto continua nos arredores do Castelão, e um grupo chegou a usar pedras para se defender do Batalhão de Choque, que investiu com bombas de gás lacrimogêneo.

Escalada da violência

“Dormi gay, acordei doente”, “Cid Ditador”, “Copa para quem?”. Estes foram algumas das frases expostas em cartazes durante a manifestação “Mais pão, menos circo. Copa para quem?”, que reuniu cerca de 25 mil pessoas ao redor do Castelão, em Fortaleza nesta quarta-feira (19). Os manifestantes bloquearam as principais vias de acesso ao estádio: a Avenida Paulino Rocha, um trecho da BR 116 e a Avenida Alberto Craveiro (esta última que teve o acesso controlado pela PM).

“Não somos contra a Copa, mas à forma que ela está sendo administrada. Somos a favor do debate amplo e da definição por mecanismo participativos do uso da verba pública”, afirmou a manifestante Rosiane Pereira, professora do Estado.

Anderson Paulista, músico, também chamou a atenção para as ações do Estado e Prefeitura. “É preciso que governador e prefeito organizem a Fortaleza que queremos”, afirmou.

Até cerca de 13h, a manifestação foi pacífica. Algumas pessoas tentaram romper a barreira da polícia, que reagiu com balas de borracha e bombas de efeito moral. A polícia também fez uso de spray de pimenta para conter os manifestantes.

“Fui atingida covardemente pela polícia com spray de pimenta, enquanto estava sentada, manifestando em paz. Como pode?”, questionou indignada uma jovem. Thales Targino,  de 21 anos, afirma ter sido agredido pela polícia “gratuitamente”. “Eu estava em pé, com meu cartaz na mão e me atingiram com balas”, contou.

Até às 14h, não houve tumulto e ninguém saiu ferido gravemente. Porém, entre 14h30 e 14h40, um grupo colocou fogo em pneus, faixas e placas. O bloqueio da Tropa de Choque partiu para cima destas pessoas, que se refugiaram em canteiros do local.

Fonte: Terra
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