Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Copa Coca-Cola

Maior ídolo do United, Cantona também foi rei dos 'bad boys'

8 out 2012 - 07h10
Compartilhar

Gola da camisa levantada, toque de bola refinado e temperamento muito, mas muito forte. Considerado pelos próprios torcedores como o melhor jogador da história do Manchester United, superando lendas como George Best e Bob Charlton, o francês Éric Cantona encantou com a bola nos pés e arrumou um monte de confusões quando estava sem ela, sendo considerado um dos maiores bad boys da história do futebol.

Cantona em um de seus esportes favoritos: encarar o árbitro
Cantona em um de seus esportes favoritos: encarar o árbitro
Foto: Getty Images

Criado em uma caverna nas colinas da cidade de Marselha, o craque inicialmente pensava em seguir os passos do pai e se tornar goleiro. Porém, a facilidade na criação das jogadas logo rendeu a ele um lugar no ataque do SO Caillolais, clube de sua infância.

Cantona já se mostrava diferente dos demais jogadores logo no visual, pois costumava jogar com as golas da camisa levantadas. Uma vez, quando perguntado sobre a opção exótica, ele respondeu: "não foi premeditado. Senti frio em uma partida e decidi subir a gola. Como ganhamos, decidi jogar sempre dessa maneira."

Ele assinou seu primeiro contrato profissional com o Auxerre, em 1983. Porém, na mesma proporção em que os gols iam saindo, o craque também esbanjava talento para arrumar encrenca. A primeira delas foi socar seu companheiro de equipe Bruno Martini, o que lhe rendeu uma multa. No ano seguinte, recebeu uma suspensão de três meses por uma falta dura durante o Campeonato Francês.

Mas seu talento era tão grande que o Marseille ignorou os problemas e o contratou na maior transação do futebol nacional até então. Logo nas primeiras partidas, no entanto, chutou a bola em direção à torcida, tirou a camisa e a jogou no chão quando viu que seria substituído. Foi suspenso por um mês. Na sequência, insultou o técnico da França em um programa de televisão e ficou um ano sem ser convocado.

A gota d'água foi em 1991, quando atirou a bola contra o juiz por discordar de uma decisão. Foi julgado pela Federação Francesa e recebeu outra suspensão de um mês. Ele ouviu a sentença, se levantou e ofendeu cada um dos membros do comitê, o que lhe valeu uma pena triplicada. Após este episódio, anunciou sua aposentadoria, quando tinha apenas 26 anos. A comoção nacional foi tão grande que Michel Platini, então técnico da França, veio a público e se declarou fã do futebol de Cantona, o convencendo a voltar aos gramados.

Renascimento em terras inglesas

Para recomeçar, o craque decidiu buscar novos ares e foi tentar a sorte na Inglaterra. Passou por uma semana de testes no Sheffield, e após ouvir dos dirigentes que iria ser testado por mais uma semana, assinou contrato com o Leeds, arquirrival do clube. Bastaram pouco mais de 20 partidas para que ele chamasse a atenção do gigante Manchester United, que vinha muito mal no campeonato.

Com a chegada do francês, no entanto, o clube deu início a uma incrível arrancada e faturou o título inglês daquela temporada, encerrando um longo jejum de mais de duas décadas. No ano seguinte, a conquista se repetiu, mas as polêmicas também voltaram. Em um confronto contra o Crystal Palace, Cantona acabou expulso e, quando deixava o gramado, foi insultado por um torcedor rival. Sem pensar duas vezes, desferiu uma voadora no melhor estilo kung fu, o que rendeu a ele uma suspensão de oito meses do futebol.

Na entrevista coletiva após o jogo, ele entrou na sala, se sentou na cadeira e disse calmamente: "quando as gaivotas seguem a embarcação, é porque pensam que as sardinhas serão jogadas ao mar, muito obrigado". Depois de soltar a enigmática frase, se levantou e saiu, deixando todos os presentes embasbacados e sem entender absolutamente nada.

Sem Cantona, o Manchester deixou escapar a título da Premier League, mas a identificação da torcida com o craque era tão grande que o clube renovou com ele por três temporadas, apesar da suspensão. A decisão se mostrou acertada, pois ele voltou aos gramados com a braçadeira de capitão e levou o time a mais dois títulos ingleses.

Nada disso, porém, foi suficiente para que Cantona ganhasse uma nova chance na seleção francesa. A suspensão o impediu de defender o país, e abriu espaço para o surgimento de uma nova estrela: Zinedine Zidane. Apesar do clamor público pela sua convocação, o técnico Aime Jacquet disse que a equipe estava indo bem sem ele, e que manteria a confiança no atual elenco. A proximidade da Copa de 1998 a certeza da não convocação fizeram com que Cantona encerrasse a carreira prematuramente, com apenas 31 anos.

Depois da aposentadoria, ele virou jogador de futebol de areia, tornando-se capitão da França. Ele também voltou suas atenções para o cinema. Inicialmente, atuou no filme "Elizabeth" (1998). Onze anos depois, estrelou "À Procura de Eric", interpretando ele mesmo. No início de 2011, assumiu o cargo de diretor de futebol do lendário New York Cosmos, clube de Pelé nos anos 1970.

Mas as opiniões fortes não ficaram de lado após pendurar as chuteiras. Em meio à crise mundial, ele anunciou que iria sacar todo o seu dinheiro dos bancos, e conclamou os fãs a fazerem o mesmo em protesto contra o sistema financeiro. Em outro episódio, questionaram a ele qual seria o melhor jogador da história da França, Michel Platini ou Zinedine Zidane. O avante não pensou duas vezes antes de responder: "nenhum dos dois, o melhor sou eu". Nada poderia ser mais esperado, em se tratando de Éric Cantona.

Quer saber mais sobre a Copa Coca-Cola? Então, clique aqui e confira

Fonte: PrimaPagina
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra