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'Jogando no Quintal' leva futebol aos palcos de teatro

19 out 2012 07h15
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Vários astros de dois diferentes times surgem em cena uniformizados, se perfilam em frente ao placar para ouvir o hino, as bandeiras se agitam em meio aos torcedores e o juiz anuncia o início do jogo. Não, não se trata de um estádio de futebol, mas sim de um teatro que recebe a encenação de "Jogando no Quintal".

Elenco de "Jogando de Quintal" conta com famosos como Márcio Ballas, do SBT, e Marco Gonçalves, da Rede TV
Elenco de "Jogando de Quintal" conta com famosos como Márcio Ballas, do SBT, e Marco Gonçalves, da Rede TV
Foto: Divulgação



O espetáculo, que une teatro com o esporte bretão surgiu em 2001, quando César Gouvêa e Márcio Ballas, que hoje é apresentador do programa "Cante se Puder" do SBT, trabalhavam como palhaços no projeto Doutores da Alegria, que realiza improvisações em quartos de pacientes.



Os dois decidiram aprofundar uma pesquisa na área por meio de jogos, formando uma espécie de competição em cena. Daí para o futebol foi uma passagem quase automática, pois a grande maioria do elenco é apaixonada pelo esporte.



"Vimos vários paralelos entre as duas coisas. No teatro convencional, as pessoas ensaiam, mas no improviso o que nós realizamos é quase um treinamento. Fazemos um diagnóstico do que aconteceu no último espetáculo e tentamos melhorar no seguinte, assim como um técnico de futebol faz", afirma César, um dos fundadores do grupo.



Nos primeiros cinco anos, o espetáculo era realizado em quintais, e os artistas buscavam reproduzir o ambiente de um estádio, com direito até a venda de churrasquinho e cambistas. "Com o tempo crescemos e tivemos de buscar teatros. Mas sempre demos preferência para as arenas, onde o público fica disposto como uma arquibancada", explica.



A própria dinâmica do espetáculo favorece a participação do público como se fosse uma torcida. Os atores se dividem em duas equipes, que disputam o voto das pessoas com suas improvisações. "O engraçado é que elas escolhem o time após cada apresentação, então é o único lugar onde virar a casaca é bem vindo", diz César.



Para ele, não são apenas a estética ou o figurino que têm paralelos com o mundo da bola. Toda a proposta do improviso dialoga com o futebol, pois por mais que você treine as jogadas, nunca dá para saber como o adversário vai reagir em campo. "Quando começamos, éramos os pioneiros no Brasil, mas hoje já são dez anos de prática e pesquisa. Aperfeiçoamos bastante nossa linguagem e a maneira de construir o improviso evoluiu muito", completa.



Prova disso é que o "Jogando no Quintal" promove e participa de festivais internacionais sobre o tema, e em 2008 ganhou o campeonato mundial de improvisação, realizado na Colômbia. Para conferir de perto um pouco dos improvisos da bola no palco é só estar atento à programação no site do grupo, em www.jogandonoquintal.com.br/agenda.



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Fonte: PrimaPagina
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