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Tristeza, nova aventura, renovação, Endrick e Neymar: o que Ancelotti falou durante 12 minutos após a eliminação do Brasil

Técnico lamentou as chances perdidas pelo Brasil contra a Noruega, destacou a dedicação da equipe e sinalizou foco na renovação do elenco

5 jul 2026 - 20h59
(atualizado às 21h01)
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Carlo Ancelotti fala com a imprensa após eliminação do Brasil na Copa 2026
Carlo Ancelotti fala com a imprensa após eliminação do Brasil na Copa 2026
Foto: Paula Almeida/Terra

Doze minutos. Foi esse o tempo que levou a entrevista coletiva do técnico Carlo Ancelotti após a eliminação do Brasil pela Noruega neste domingo, 5, em Nova Jersey, nas oitavas de final da Copa do Mundo.

Após se recusar a falar na saída do gramado, uma obrigação que todos os treinadores têm com a Fifa neste Mundial, o italiano chegou à sala de imprensa do Metlife Stadium e respondeu a 12 perguntas, quase todas de jornalistas brasileiros.

Na avaliação do treinador, o Brasil não fez um jogo ruim contra os europeus nesta tarde. Sem citar nomes, ele lembrou das chances que a Seleção desperdiçou em campo, mais notadamente o pênalti mal batido por Bruno Guimarães no primeiro tempo e o gol feito que Endrick desperdiçou no início da segunda etapa.

Ancelotti ainda falou sobre a sua permanência na Seleção – antes de a Copa 2026 começar, seu contrato foi renovado até 2030 –, a tristeza do elenco e a expectativa para um novo ciclo. Leia os principais trechos abaixo.

Chances perdidas e mudanças

O jogo por um momento foi bom, tivemos boas oportunidades na primeira etapa, na segunda também. Depois, as mudanças foram para dar um frescor e para tentar ganhar o jogo.

Hoje parecia um jogo controlado. Seria muito complicado fazer uma pressão muito alta, porque seria um êxito para a velocidade do Haaland.

Endrick entrou para dar mais profundidade, teve uma oportunidade. Depois da parada, contávamos com a qualidade no último terco com Neymar.

Bruno Guimarães cobrando pênalti

Fizemos estatística de 1 ano e o melhor na seleção [entre os titulares da Copa] era o Raphinha. Naquele momento, o melhor era Neymar, depois Igor Thiago, depois Raphinha e depois Bruno Guimarães e depois o Martinelli. Escolhemos Bruno porque entendemos que era o melhor em campo.

Expectativas frustradas e agradecimento ao elenco

O Brasil, com esse plantel, poderia competir até o final da Copa.

É obvio que estamos todos tristes, porque acho que a equipe até agora fez um bom Mundial, não espetacular, e hoje poderíamos merecer ganhar o jogo.

O resultado de hoje não, mas a experiência [durante a Copa] foi bonita, tivemos um bom grupo. Agradeço aos jogadores que trabalharam bem, que criaram um bom ambiente, mas nem tudo sempre sai perfeito. O esforço de hoje, mesmo perdendo, temos que valorizar o que foi feito. Temos jogadores muito bons.

Olho no futuro

Quando acontece algo assim, uma derrota é o começo de uma nova aventura. Vamos seguir trabalhando, melhorando, encontrando nova ideias. Não é o fim, é o começo de um novo ciclo. Vou seguir trabalhando para essa Seleção.

Agora temos que manejar a tristeza e depois amanhã começamos a pensar no que pode ser o futuro dessa Seleção, que tem um grupo sólido, de jovens, alguns veteranos, e novos jogadores que podem entrar.

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Fonte: Portal Terra
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