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Técnico da Argentina se esquiva sobre gol de mão de Maradona contra a Inglaterra e dá bronca em repórter: 'não estava aqui?'

Jogo de quartas-de-final da Copa de 1986 reuniu as duas equipes e viu dois lances de Maradona: um gol polêmico e um golaço

14 jul 2026 - 23h26
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Lionel Scaloni (ao centro) concede entrevista coletiva em Atlanta
Lionel Scaloni (ao centro) concede entrevista coletiva em Atlanta
Foto: Ana Paula Almeida/Terra

Desde que o confronto entre Argentina e Inglaterra foi marcado para as semifinais da Copa do Mundo 2026, a rivalidade histórica entre as duas equipes não passou em branco. Tanto fora de campo, pela Guerra das Malvinas, quanto pelo jogo emblemático de 1986. Nesta terça-feira, 14, a partida foi relembrada durante entrevista coletiva do técnico argentino Lionel Scaloni em Atlanta e gerou até uma bronca do treinador em uma jornalista.

Scaloni foi questionado sobre as lembranças que tinha sobre aquela partida de quartas de final, quando a Argentina se classificou com dois gols de Maradona, um deles marcado de mão – a ‘mão de Deus’, como nomeou o eterno ídolo argentino.

O técnico preferiu deixar a polêmica de lado. “Isso é algo para as redes sociais. Eu não paro para pensar nessa coincidência [de voltar a enfrentar a Inglaterra]. Fico feliz de estar aqui, independentemente de quem seja nosso adversário.”

O treinador ainda fez questão de citar não o gol inválido, mas sim o segundo, considerado um dos lances mais bonito da história das Copas. “Todo mundo lembra do que houve. Aquele segundo gol do Maradona foi lindo. Todos que amam o futebol lembram daquilo”, esquivou-se.

Mais tarde durante a coletiva, o treinador voltou a ser questionado sobre o mesmo tema. Embora de maneira polida, Scaloni deu uma bronca na repórter que fez a pergunta duplicada.

“Eu já respondi sobre isso. Você não ouviu, não estava aqui?”, devolveu o técnico, ao que a jornalista respondeu que não estava. “Então foi por isso. Quer fazer outra pergunta?”, questionou Scaloni, e ouviu uma nova pergunta.

Caos na organização das entrevistas

Em defesa da jornalista, as entrevistas coletivas desta terça-feira no estádio de Atlanta foram caóticas. A Fifa agendou para as 17h45 (horário local) uma zona mista com três jogadores da Inglaterra. Como a delegação inglesa veio direto do aeroporto, já que estava em Kansas City, as entrevistas de Konsa e Guehi começaram com mais de 40 minutos de atraso.

Enquanto toda a imprensa aguardava o terceiro jogador, Stones, que estava conversando com os veículos detentores de direitos oficiais da Copa, a coletiva do técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, começou na sala ao lado. E Stones não apareceu para falar com os não-detentores, que acabaram não conseguindo entrar na coletiva do treinador, em uma sala lotada.

Após quase 1 hora de entrevista de Tuchel, diversos jornalistas deixaram a sala, e quem ficou do lado de fora inicialmente começou a entrar e se ajeitar nos lugares vagos. A entrevista de Scaloni, porém, começou antes que todos se acomodassem.

Pela manhã, a imprensa já havia tomado chá de cadeira na zona mista dos jogadores da Argentina, em um centro de treinamento na cidade de Marietta, a cerca de 25 minutos do centro de Atlanta. As entrevistas com Montiel, Di Paul e MacCalister levaram 40 minutos para começar, e o treino previsto para as 11h30 também atrasou.

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Fonte: Portal Terra
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