Presidente da Fifa admite telefonema com Trump, mas nega interferência na Copa do Mundo por cartão vermelho
Infantino afirmou que comitê que tomou a decisão é independente; ele também comentou que costuma conversar com muitas autoridades
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, admitiu na tarde desta segunda-feira, 6, que recebeu um telefonema do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar do caso envolvendo a punição aplicada a Folarin Balogun, jogador da seleção norte-americana.
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Em comunicado divulgado à imprensa, o dirigente da entidade máxima do futebol afirmou que o assunto foi discutido com o chefe de Estado, mas ressaltou que a conversa não interferiu na decisão da penalidade.
"Vi os comentários públicos sobre a decisão do Comitê Disciplinar independente da FIFA relacionada à suspensão de Folarin Balogun e gostaria de reiterar um princípio fundamental da governança da FIFA. Os órgãos judiciais da FIFA são independentes. Eles operam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar da FIFA e decidem os casos com base nas regulamentações e nos fatos específicos apresentados", iniciou.
"A independência desses órgãos é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e isso deve sempre ser respeitado. Sim, eu discuto regularmente assuntos relacionados à Copa do Mundo da FIFA com o presidente dos Estados Unidos e, nesse caso, recebi uma ligação do presidente Donald Trump, assim como recebo ligações de chefes de Estado, autoridades governamentais, representantes do futebol e executivos de empresas de todo o mundo sobre diversos temas", continuou Gianni Infantino.
O presidente da Fifa afirmou ainda que explicou a Trump que o caso seria decidido exclusivamente pelos órgãos competentes da entidade. "Expliquei que havia um processo legal em andamento envolvendo os órgãos judiciais independentes da FIFA e que o caso seria decidido no devido tempo pelas instâncias competentes. É assim que o sistema da FIFA funciona, e esse é um princípio que sempre defenderei."
Infantino concluiu destacando que respeita as decisões dos órgãos disciplinares, mesmo quando não concorda com elas. "Leio as decisões do Comitê Disciplinar da FIFA quando elas são publicadas. Às vezes, fico surpreso com elas. Às vezes, concordo e, às vezes, discordo", ponderou o chefe da Fifa.
"O que sempre faço, porém, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam. Gostemos ou não de uma decisão, isso é irrelevante. O respeito às instituições independentes e ao Estado de Direito é o que protege a integridade das competições e a credibilidade em todos os momentos".
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