‘O número é irrelevante’, diz Matheus Cunha sobre camisa 10 da Seleção Brasileira
Atacante também falou sobre suas funções táticas na equipe comandada por Carlo Ancelotti
Matheus Cunha veste a camisa 10 do Manchester United, da Inglaterra. Na Seleção Brasileira, porém, o número foi usado por Rodrygo, Raphinha e Vinícius Júnior durante o ciclo e, na Copa do Mundo, deve voltar para Neymar.
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Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira, 29, na Granja Comary, o atacante descartou qualquer preferência para vestir a camisa 10 e preferiu valorizar a oportunidade de disputar o Mundial pela primeira vez.
“Assunto de número é muito irrelevante onde nós chegamos. É muito gratificante vestir essa camisa e realizar nossos sonhos. Fico batendo nessa tecla, mas é verdade. Pouco importa o número que você está usando. A gente viu a reação dele por voltar, alguém tão grande demonstrar esse orgulho por estar de volta. A questão de número fica totalmente fora do nosso alcance”, respondeu.
Quanto às suas funções dentro de campo, Cunha destacou que atualmente tem função semelhante na Seleção Brasileira e no Manchester United: “Neste meu segundo ciclo na Seleção, estou muito mais parecido com o que faço no clube. Mais flutuação entre linhas, em muitos momentos jogando como um meia”.
Mesmo com o trabalho parecido ao feito na Inglaterra, o jogador prefere não se prender a apenas uma posição, independentemente do esquema tático utilizado por Carlo Ancelotti ou Michael Carrick.
“Essas questões táticas no alto nível do futebol em muitos momentos são ilusórias. A gente começa jogando de certa forma e os jogadores estão acostumados a se adaptar durante o jogo. A gente marca num 4-4-2 e tem que se adaptar porque o outro time muda a formação e a gente automaticamente muda também. Às vezes, na mesma formação você faz diferentes funções. Jogo mais aberto pela esquerda e no processo de criação por dentro ajudando o Bruno Fernandes”, completou.
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