Musa de 2010, Larissa Riquelme se forma em jornalismo e assina para cobrir a Copa de 2026
De acordo com a apresentadora: "Beleza pode abrir portas, mas não sustenta uma carreira"
A paraguaia Larissa Riquelme, de 41 anos, ganhou notoriedade durante a Copa do Mundo de 2010. Na época, ela apareceu na transmissão, em um estádio da África do Sul, com o celular entre os seios.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
Após 16 anos do episódio, no qual recebeu o título de musa da Copa do Mundo, ela continua colhendo frutos. De acordo com a própria, graças ao 'empurrão' midiático que recebeu, ela conseguiu se formar em jornalismo, se tornou apresentadora e, inclusive, irá trabalhar na cobertura da Copa do Mundo de 2026.
"O que começou como o sonho de uma paraguaia torcendo pelo seu time acabou se tornando um fenômeno global. Da noite para o dia, minha imagem viajou o mundo e abriu portas que eu jamais imaginei. Mas, além da fama, o que realmente mudou foi minha perspectiva de vida. Entendi que os sonhos podem te levar muito mais longe do que você imagina quando acompanhados de trabalho árduo, perseverança e fé", disse ela, em entrevista concedida à revista Quem e veiculada nesta terça-feira, 2.
Segundo Larissa, até hoje se surpreende, pois, na época, foi procurada por veículos do mundo todo. "Passei de ter uma vida normal a me tornar notícia internacional. A parte mais difícil foi aprender a conviver com a exposição, as críticas e as expectativas de milhões de pessoas."
Questionada se foi procurada por algum jogador de futebol, ela preferiu não comentar. "Sempre preferi manter minha vida pessoal privada. As pessoas são curiosas, mas hoje gosto que elas também se interessem pela minha carreira, minha evolução e tudo o que construí ao longo desses anos."
"Seria injusto negar que essa exposição me abriu portas importantes internacionalmente. Mas também houve momentos em que algumas pessoas só viam a imagem e não viam a mulher trabalhadora por trás dela. Entendi que meu maior desafio era provar que eu podia construir uma carreira muito mais ampla. Eu não queria que minha história se limitasse a uma única fotografia ou a um momento específico. Queria mostrar que eu podia crescer e me reinventar."
Nos últimos anos, além de se formar em jornalismo, ela também fez especializações no Paraguai e na Argentina relacionadas à comunicação, mídia e marketing. Ela trabalhou na TV, no rádio e em mídias digitais, como comentarista, apresentadora e agora caminha para finalizar o curso de Ciências da Comunicação.
"Costumo dizer que uma fotografia pode abrir portas, mas não sustenta uma carreira por mais de quinze anos. O que realmente mantém uma pessoa relevante é a disciplina, o conhecimento e a capacidade de adaptação às mudanças [...] Muitas de nós fomos chamadas de 'musas'. Embora eu respeite esse termo por fazer parte de uma fase importante da minha história, também acredito que, durante anos, se falou mais sobre nossa aparência do que sobre nossas conquistas. Não nego meu passado e sou profundamente grata por tudo o que vivi. Mas minha história não terminou ali", ponderou.
Ao ser perguntada do que mais se orgulha em todos esses anos de vida pública, ela destaca seu currículo.
"Do que mais me orgulho não é de ter me tornado um fenômeno global, mas de tudo o que construí depois. A beleza pode abrir portas, mas não sustenta uma carreira por mais de uma década. Talvez a maior prova disso seja a minha própria história. Em 2010, o mundo viu uma jovem paraguaia torcendo apaixonadamente pela sua seleção nacional nas arquibancadas. Em 2026, essa mesma mulher retornará a uma Copa do Mundo como jornalista credenciada. Para mim, essa é a verdadeira vitória".
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.