Fifa nega irregularidade em gol da Inglaterra e diz que não teve registro de 'batimento cardíaco' da bola
Noruegueses reclamaram que houve toque na câmera de transmissão antes de Bellingham empatar o duelo no final do primeiro tempo
A Fifa soltou um comunicado após a reclamação norueguesa que a bola do gol de empate da Inglaterra no final do primeiro tempo pelo duelo pelas quartas de final da Copa do Mundo bateu na câmera de transmissão. A seleção da Inglaterra venceu por 2 a 1, de virada, e avançou à semifinal.
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"Antes do gol da Inglaterra no minuto 45+2 contra a Noruega, o sensor na Connected Ball não mostrou nenhum pico no 'batimento cardíaco da bola' quando ela estava no ar, e portanto nenhuma evidência de que a bola tocou no fio aéreo e alterou o movimento da bola", informou a entidade.
O "eletrocardiograma da bola" é o apelido dado ao gráfico gerado pelo sensor interno da bola oficial das Copas. Ele mede a força externa aplicada à esfera no exato momento do impacto, como um chute ou toque de mão. Um microchip introduzido na bola é capaz de perceber os mais sensíveis toques nela.
Como foi o jogo
Com duas propostas claras em campo, a Inglaterra se manteve com a posse da bola, enquanto a Noruega manteve uma defesa bem postada e apostou em contra-ataques de velocidade. Por outro lado, ambos os times sofreram no último passe e faltaram com capricho na finalização.
Esse cenário se manteve até os 35 minutos, quando a Noruega surpreendeu com um desarmbe de Berg sobre Harry Kane na intermediária. Schjelderup aproveitou a sobra e arriscou um belo chute cruzado do canto direito, que encobriu o goleiro Nyland e morreu no fundo da rede.
Os noruegueses ainda tiveram chance de ampliar em contra-ataque de Sorloth. No entanto, a Inglaterra, que só tinha um chute ao gol de Nyland, buscou o empate nos acréscimos. Em bola de Gordon na esquerda, Bellingham invadiu a área e igualou o marcador com um chute de esquerda.
Os ingleses ainda quase viraram o placar. Em tabela com Bellingham, Harry Kane recebe dentro da grande área e dá um toque para tirar de Nyland, mas a arbitragem anulou o gol por impedimento.
Os esquemas táticos foram mantidos após o intervalo e, aos 9 minutos do segundo tempo, a Noruega voltou a ampliar, com Heggem, em cobrança de escanteio. Mas uma nova regra da Fifa levou o árbitro Clément Turpin a apontar falta em empurrão de Haaland contra a defesa inglesa e determinar nova cobrança do tiro de canto.
Depois do novo gol invalidado, foi a vez da Noruega se lançar ao ataque, enquanto a Inglaterra manteve o bloco baixo, com a defesa postada na área de Pickford, até a pausa para hidratação. No retorno, ambas as seleções tiveram uma ótima oportunidade de balançar as redes.
Novamente em cobrança de escanteio, Pickford tirou de soco e Aursnes ficou com a sobra. O camisa 14 tentou o chute, a bola ficou viva novamente e Ajer cabeceou a bola com força para o travessão. Com a posse, a Inglaterra tentou o cruzamento perigoso com Saka, mas ninguém apareceu para matar.
Com o placar em 1 a 1, o jogo foi para a prorrogação, a Inglaterra voltou a pressionar e Bellingham só precisou de dois minutos para buscar a virada. Rogers chutou de fora da área, Nyland entregou o rebote e o camisa 10 apareceu para empurrar a bola para o gol.
Pouco depois, a torcida da Inglaterra explodiu com a marcação de um pênalti em falta de Oscar Bobb sobre Spence, mas, após revisão no VAR, Turpin anulou a decisão a favor dos ingleses. No fim da prorrogação, Saka ainda teve duas chances de ampliar o placar após Nyland voltar a ceder o rebote.
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