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Estilista diz que uniforme da Seleção não é cinza; saiba qual é a verdadeira cor

9 jun 2026 - 17h00
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Neymar Jr, Lucas Paquetá e Vini Jr. com o uniforme de Seleção
Neymar Jr, Lucas Paquetá e Vini Jr. com o uniforme de Seleção
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O uniforme de viagem da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 virou assunto nas redes sociais antes mesmo da estreia da equipe. A principal discussão entre os torcedores foi a tonalidade da peça, que muitos enxergaram como cinza. No entanto, o estilista Ricardo Almeida, responsável pela criação do modelo para a CBF, afirma que essa não é a cor real e explicou a inspiração do projeto.

Segundo ele, a roupa foi desenvolvida em um tom de turmalina, pedra encontrada no Brasil, resultado da combinação das cores verde, amarelo e azul. O profissional também destacou que a iluminação das imagens divulgadas pode alterar a percepção da tonalidade.

"Se você, quando fizer a foto ou o vídeo, não tiver uma luz que realmente ilumine qual é a cor, ele vai parecer um meio acinzentado, mas ele não é acinzentado. Na realidade, ele é uma cor que mistura o verde, o amarelo e o azul. Forma um tom de turmalina, que é uma pedra que a gente encontra aqui no Brasil também. E é muito bonita, é uma cor assim extremamente nova, feita para o evento da Seleção", afirmou em entrevista ao SBT News.

O visual escolhido para a delegação brasileira rapidamente gerou memes e comparações nas redes sociais. Entre os comentários dos internautas, o uniforme foi associado a pijamas, roupas hospitalares, macacões de mecânicos e até uniformes de presidiários.

De acordo com Ricardo Almeida, parte das críticas aconteceu porque muitas pessoas não conheciam o conceito desenvolvido para esta edição da Copa do Mundo. O estilista explicou que a intenção era criar uma identidade inédita, sem repetir modelos já apresentados em torneios anteriores.

"Dessa vez vi alguns comentários sem uma propriedade real por falta de conhecimento. Às vezes até alguns querem ajudar, falar: "Não, podia fazer azul", mas, por exemplo, um azul eu fiz na Copa da Rússia. Eu não posso fazer de novo", acrescentou.

"As pessoas não têm propriedade para falar. Mas hoje as redes estão abertas para cada um falar. O importante é que eu sei que fiz um bom trabalho. Um trabalho coerente", completou.

A proposta foi criar uma tonalidade exclusiva inspirada na turmalina brasileira, reunindo elementos das cores tradicionais da bandeira nacional em uma versão mais moderna e sofisticada para a delegação.

"Minha marca tem 43 anos. É a terceira vez que eu faço uniforme para a CBF. A gente já fez várias novelas, vários artistas. Nunca tivemos problema nenhum", declarou.

A peça foi confeccionada em lã fria, que segundo Ricardo, não esquenta. "É a lã usada pelos beduínos no deserto. Matém o corpo frio em altas temperaturas do dia e mantém o calor do corpo à noite. É um tecido térmico, amassa pouco e é elegante", explicou ele na entrevista.

Enquanto o debate sobre a cor do uniforme segue movimentando a internet, a ideia é que a delegação brasileira use o uniforme em viagens, eventos institucionais e compromissos oficiais durante a Copa do Mundo. 

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