Copa do Mundo: cinco pontos que explicam o título da Espanha
Equipe de Luis de la Fuente bateu a Argentina na final do Mundial
A Espanha voltou a conquistar a Copa do Mundo após 16 anos do título de 2010. O bicampeonato pode ser considerado uma continuação do modelo de troca de passes iniciado por Luis Aragonés com o título da Eurocopa de 2008.
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Na decisão contra a Argentina, foram 803 passes trocados e 20 finalizações, contra 445 e três, respectivamente, dos sul-americanos. O título espanhol, porém, é explicado por muito além do tiki-taka.
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Entrosamento
Esse pode ser considerado o principal ponto da seleção espanhola. Além do trabalho feito com jogadores que atuam juntos desde as categorias de base, há o entrosamento nos clubes.
Dos 26 convocados, oito atuam juntos no Barcelona: Joan García, Pau Cubarsí, Eric García, Pedri, Gavi, Dani Olmo, Ferran Torres e Lamine Yamal.
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Trabalho de longo prazo
Mais do que o entrosamento dos clubes, muitos jogadores da seleção espanhola trabalham com Luis de la Fuente desde as categorias de base da Fúria. Ele chegou ao sub-19 da equipe nacional em 2013.
Também teve momentos nas equipes Sub-18 e Sub-21, além da participação no vice-campeonato dos Jogos Olímpicos de 2020, quando os espanhóis perderam para o Brasil na final.
Em 2022, assumiu a equipe principal e, em 2024, levantou a seleção ao título da Eurocopa. Mesmo com a derrota para Portugal na final da Nations League em 2025, seguiu firme com a confiança da Federação e dos torcedores.
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Confiança no estilo de jogo
Ao longo da campanha campeã, a Espanha não escapou das críticas dos rivais. Após empate sem gols contra Cabo Verde e a vitória magra por 1 a 0 sobre o Uruguai na fase de grupos, a equipe de Luis de la Fuente foi alvo de ataques principalmente pela falta de ofensividade.
Mesmo com a posse de bola, os espanhóis sofreram em alguns momentos para transformar as chances em bola na rede. Os toques excessivos de lado muitas vezes também tornaram o jogo espanhol tedioso, diferentemente do encanto da então favorita França, por exemplo.
Apesar das críticas, De la Fuente se manteve fiel ao estilo de jogo, que deu resultado com a vitória sobre a Argentina. A confiança na identidade dentro de campo é tamanha que a Espanha trabalha com o mesmo estilo de jogo em todas as categorias.
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Solidez defensiva
Se em alguns momentos o ataque foi criticado em meio à posse de bola, a Espanha sobressaiu também pela eficiência do sistema defensivo. Em oito partidas, a rede da Furia foi balançada apenas uma vez.
Na final, inclusive, a Argentina só foi finalizar no segundo tempo da prorrogação, com o lance mais perigoso sendo um chute de Giuliano Simeone por cima da meta defendida por Unai Simón.
Nas premiações individuais do Mundial, o zagueiro Pau Cubarsí, de 19 anos, foi eleito o melhor jogador jovem da competição. Unai Simón ficou com a Luva de Ouro de melhor goleiro.
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Os talismãs no banco de reservas
No time titular, a Espanha tem destaques como Cubarsí, Rodri e Lamine Yamal, mas também contou com a estrela de jogadores que saíram do banco de reservas em momentos decisivos.
O gol do título, por exemplo, foi marcado por Ferran Torres após assistência de Nico Williams. Os dois jogadores começaram a partida entre os reservas e entraram em campo no segundo tempo.
Contra a Bélgica nas quartas de final, Mikel Merino foi quem saiu do banco para garantir a vitória. O meio-campista também entrou em campo no segundo tempo para marcar contra Portugal nas oitavas.

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