Copa do Mundo 2026: tecnologia de resfriamento vira aliada de jogadores contra calor extremo em jogos
Coletes térmicos e botas de resfriamento são apostas para minimizar os impactos das altas temperaturas
Além da pressão dentro de campo, jogadores também enfrentam temperaturas elevadas em várias cidades-sede do torneio, especialmente em regiões dos Estados Unidos onde os termômetros vêm ultrapassando os 30°C. Diante desse cenário, a tecnologia passou a ocupar papel estratégico na preparação física dos atletas.
Para minimizar os impactos do calor e preservar o desempenho em campo, equipes têm apostado em equipamentos de resfriamento corporal de alta performance. Coletes térmicos e botas de resfriamento começaram a aparecer com frequência nos centros de treinamento e bastidores das seleções.
Mais do que conforto, o objetivo é claro: reduzir a temperatura corporal, acelerar a recuperação física e melhorar a tolerância ao calor em condições extremas.
Como funciona a tecnologia de resfriamento
Uma das tecnologias que têm ganhado destaque nesta Copa do Mundo é o sistema Climacool, lançado pela Adidas para ajudar atletas a enfrentarem condições de calor extremo e reduzir os impactos das altas temperaturas no desempenho físico.
O sistema está disponível para seleções patrocinadas pela marca esportiva, como Argentina, Alemanha, Espanha, Japão, Bélgica e Colômbia, entre outras. As equipes utilizam os equipamentos principalmente nos momentos de recuperação após treinos e partidas, além da preparação antes dos jogos.
O conjunto reúne diferentes dispositivos com foco em resfriamento direcionado do corpo. Entre eles está o chamado “colete de gelo”, uma peça que cobre regiões estratégicas como peito, costas, tronco e abdômen.
O acessório utiliza um gel especial previamente congelado que, ao entrar em contato com o corpo, libera o resfriamento de forma gradual. O objetivo é acelerar a redução da temperatura corporal e diminuir a sobrecarga térmica provocada pela exposição prolongada ao calor.
Além do colete, o sistema também inclui uma jaqueta térmica, desenvolvida para potencializar o resfriamento da parte superior do corpo, e uma bota especial voltada para o resfriamento dos pés, região importante para atletas submetidos a longos períodos de esforço físico. Segundo a Adidas, a tecnologia pode reduzir a temperatura corporal central em até 0,5°C e diminuir significativamente a temperatura da pele em poucos minutos.
Seleções apostam em inovação contra o calor
Entre as equipes que já aderiram ao uso desses equipamentos estão seleções tradicionais como Argentina, Alemanha e Espanha, que divulgaram imagens de jogadores utilizando a tecnologia durante treinamentos e períodos de recuperação.
A Argentina foi uma das equipes que chamou atenção ao utilizar os coletes durante as atividades de reapresentação após uma partida. Sob forte calor, jogadores usaram os equipamentos para acelerar o resfriamento corporal e reduzir o impacto térmico acumulado durante o jogo.
Tecnologia contra o calor já foi utilizada em outros campeonatos
A estratégia reflete uma tendência cada vez mais comum no esporte de alto rendimento: usar a ciência para ganhar vantagens competitivas. A preocupação com o calor não é exclusiva da Copa do Mundo. Nos últimos anos, grandes competições internacionais têm enfrentado desafios cada vez maiores relacionados às mudanças climáticas e ao aumento das temperaturas.
Nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, equipamentos com sistemas de resfriamento interno ganharam espaço nas áreas de recuperação e preparação. Uma das imagens que viralizaram durante a Olimpíada foi a da skatista brasileira Rayssa Leal utilizando um colete tecnológico de resfriamento antes de competir.
A peça chamou atenção pelo visual futurista, com componentes internos que lembravam sistemas de ventilação. Na prática, a função era simples: ajudar o corpo a dissipar calor de forma mais eficiente.
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