Árbitro somali barrado nos EUA receberá cachê integral mesmo fora da Copa do Mundo
Fifa irá manter o pagamento de Omar Abdulkadir Artan mesmo sem ele atuar na competição
Impedido de entrar nos Estados Unidos para atuar como árbitro na Copa do Mundo 2026, o somali Omar Abdulkadir Artan irá receber o valor integral pela participação no torneio, segundo informações da BBC divulgadas neste domingo, 14.
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A rede britânica afirma que fontes da Fifa garantem que Artan receberá a quantia mesmo sem atuar na Copa, efetivamente. O valor que será pago não foi divulgado, já que os árbitros só recebem o pagamento no fim da competição.
Omar Artan, de 34 anos, foi eleito o melhor árbitro de futebol da África em 2025, e integra o quadro da Fifa desde 2018. Ele apitou a final da Liga dos Campeões da África entre Mamelodi Sundowns e AS FAR.
Artan foi selecionado entre os 52 árbitros da Copa do Mundo 2026 e seria o primeiro da Somália e atuar no torneio, mas foi impedido de entrar nos Estados Unidos pela imigração. Segundo o profissional, as autoridades não lhe deram nenhuma justificativa para a recusa.
O serviço de imigração dos EUA afirmou que o árbitro “foi considerado inadmissível devido a preocupações com a verificação de antecedentes e teve sua entrada negada". Na última quarta-feira, 10, um representante do governo Trump disse que ele estaria sendo investigado por envolvimento com terrorismo.
Artan retornou à Somália e foi recebido no aeroporto como um herói nacional. Ele foi escolhido para apitar a Supercopa Europeia, entre PSG e Aston Villa, marcada para 12 de agosto, em Salzburgo, na Áustria.
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