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Presidente da Fifa rebate críticas sobre a Copa e lamenta veto contra árbitro somali

'É infeliz o que aconteceu com Omar, o árbitro da Somália. Não controlamos tudo', disse Gianni Infantino em coletiva

10 jun 2026 - 22h32
(atualizado às 22h33)
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Gianni Infantino, presidente da Fifa, em coletiva nesta quarta-feira na Cidade do México (Photo by Carl Recine/Getty Images)
Gianni Infantino, presidente da Fifa, em coletiva nesta quarta-feira na Cidade do México (Photo by Carl Recine/Getty Images)
Foto: Jogada10

Em coletiva concedida nesta quarta-feira à tarde, na Cidade do México, Gianni Infantino, Presidente da Fifa, teve que responder sobre vistos e entradas negados pelos Estados Unidos, além de casos de revistas de horas que delegações passaram para adentrar ao país.

Um jornalista da britânica BBC questionou o presidente da entidade máxima do futebol sobre essa situação que a política de imigração americana impõe: “Depois de dizer que esta Copa seria a mais inclusiva, sente vergonha de ver os Estados Unidos negar vistos a árbitros, torcedores e jornalistas?”

Em resposta, Infantino disse:

“Esperamos que a Copa do Mundo feminina de 2035 seja no Reino Unido. O senhor acharia normal que a FIFA dissesse ao governo britânico quem deixar entrar ou não no país? Talvez o senhor ache normal. Por outro lado, a realidade dos fatos é que em cada país existem governos.”

Ele também teve que responder ao caso do árbitro Omar Artan, da Somália, que iria apitar partidas deste mundial, mas teve sua entrada negada nos Estados Unidos e não poderá participar da Copa do Mundo.

“É infeliz o que aconteceu com Omar, o árbitro da Somália. Não controlamos tudo, tentamos discutir. Mas às vezes é bom se acalmar. Estamos trabalhando em tudo, tentamos resolver as questões. Podem acreditar ou não quando digo que estamos buscando soluções, mas não somos reis do mundo, não temos controle sobre governos, policiais.”

O Irã está em guerra contra os Estados Unidos e seu aliado Israel desde fevereiro. Por esse motivo, havia dúvidas sobre a participação da seleção iraniana, que enfrentou problemas na emissão de vistos.

''Em relação ao Irã, eu estou muito feliz, porque eu mesmo os visitei em março deste ano. Quando as pessoas disseram que seria impossível eles virem para a Copa do Mundo, eu prometi que viriam — eu mesmo dirigiria o ônibus, se fosse preciso.”

No entanto, a seleção iraniana enfrenta dificuldades que outras seleções não estão tendo que se preocupar. Inicialmente, a Fifa havia definido Tucson, no Arizona (EUA), como sede do Irã. Posteriormente, a equipe foi deslocada para Tijuana, no México, onde desembarcou no último domingo.

Anitta embarca para abertura da Copa do Mundo e ironiza: 'Tirando onda sem tigrinho':

Essas diferenças de tratamento entre as 48 seleções que participarão da Copa de 2026 ferem o princípio básico de isonomia no esporte, que garante que todos os competidores devem receber tratamento igualitário, enfrentamento das mesmas desigualdades e desafios, disputando a competição em condições equivalentes.

Confira o trecho da coletiva do Presidente da Fifa:

Raphinha sobre Ancelotti: 'Tive muita felicidade contra ele, espero poder fazer a favor dele’:
Fonte: Portal Terra
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