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Copa do Catar

'Que Copa É Essa?': SporTV estreia programa que terá última entrevista de Jô Soares

Apresentador André Rizek revela os bastidores da produção e expectativa para o Mundial do Catar; falecido em agosto, humorista participa do programa sobre a Copa de 1954

27 ago 2022 - 14h10
(atualizado às 14h10)
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"Eu regulo meu cronograma da vida de acordo com o ciclo da Copa do Mundo", brinca André Rizek, em conversa com o Estadão. Jornalista, o apresentador dos canais SporTV fez todas as coberturas de Copas, desde 1998, na França, in loco. Neste ano, não irá para o Catar, mas isso não significa que o Mundial será menos especial.

Em "Que Copa É Essa", Rizek comanda, ao lado de Paulo Vinícius Coelho (PVC) e Paulo César Vasconcellos, o programa semanal do SporTV a partir deste domingo, às 21h. "Ele é um registro de memória afetiva. É difícil, nesses quase 100 anos de Copas, trazer algo inédito, mas é um programa para chamar a família para assistir", contou.

A proposta é de revisitar, em 13 episódios, as 21 edições de Copa do Mundo, a começar pelas três primeiras - 1930, 1934 e 1938 - até o início do Mundial do Catar. Além disso, a ideia é ir além dos jogos e resultados destas edições, mas trazer bastidores e o contexto histórico de cada época. Luiz Antonio Simas, pesquisador, participará de todos os episódios, contando o que estava acontecendo naquela época.

"Revi diversos jogos para fazer o programa. O curioso é que, em alguns casos, mudei minha opinião sobre algumas Copas", aponta Rizek. Um destes casos é a semifinal da Copa do Mundo de 1974, entre Holanda e Brasil. "Na minha memória, a seleção brasileira tinha sido massacrada por Cruyff. Ao rever o jogo, descobri que a nossa equipe fez uma excelente partida tática, postada no contra-ataque", conta. "O Brasil teve, inclusive, chances de vencer o jogo."

Além do trio de apresentadores, um novo convidado participa de cada um dos episódios. Emerson Leão, goleiro da seleção brasileira em 1974 e 1978, Jairzinho, atacante de 1970, Cafu, campeão em 1994 e 2002, foram alguns dos ex-jogadores que prestaram depoimento ao longo dos últimos meses.

Rizek destaca o depoimento desses jogadores, por vezes inéditos. O Cafu contou, em detalhes, o sentimento da seleção e a desconfiança em 2002; o Leão, da polêmica do jogo entre Argentina e Peru, em 1978; e o Branco, sobre a eliminação para a Argentina em 1990, o 'caso da água batizada' e o tetra de 1994.

"Ver esse outro lado, longe da transmissão e de quem está em campo, é sempre interessante", relata o apresentador. Além de ex-jogadores, a participação de Jô Soares, ao falar sobre a Copa de 1954, é um registro para a eternidade.

Falecido neste mês de agosto, aos 84 anos, Jô é conhecido como um dos maiores apresentadores e humoristas da história do País. Rizek ressalta que o "Que Copa É Essa" tem, o que se imagina, o registro da última entrevista de Jô Soares. "Pouco antes dele ser internado por pneumonia e vir a falecer, o Jô aceitou o nosso convite para participar do programa", conta. Ele participa do episódio sobre a Copa do Mundo de 1954, período em que, com 16 anos, Jô estudava na Suíça, país sede daquele Mundial.

"Foi muito marcante ter este último registro dele, ainda mais por se tratar de alguém que tenho admiração profunda", diz Rizek. "Ele ligava para o PVC, como amigo, para falar de futebol" - Jô Soares, além de apresentador, ficou conhecido por seu amor pelo Fluminense - "o carinho com o qual ele nos tratou, durante sua visita, ficará para sempre na minha memória".

PARCERIA COM PVC E PC VASCONCELLOS

"Juntaram três nerds do futebol para falar sobre Copa do Mundo", brinca Rizek. Amigos e parceiros de longa data - o apresentador já trabalhou com PVC e PC em outras coberturas -, o "Que Copa É Essa" é, além de um registro da história do maior esporte do mundo, um "playground" para os jornalistas.

"É muito bom revisitar esses momentos da nossa história, com um outro olhar e para poder debater com eles (PVC e PC)", diz Rizek. Ao longo dos episódios, PVC escala algumas das seleções históricas dos Mundiais: todas as campeãs e algumas marcantes, como a Holanda de 1974 e a Hungria de 54.

"O PVC dá uma aula no programa. Levanta a bunda da cadeira e escala, de cabeça, a seleção uruguaia de 1930, por exemplo", relata. "Número, nome e posição dos jogadores, sem erros". Além dele, alguns jogadores, como Jairzinho, também usaram a mesa tática para escalar suas seleções brasileiras, contando detalhes táticos.

A COPA DO MUNDO DE ANDRÉ RIZEK

Desde 1998, André Rizek trabalhou, in loco, em todas as edições de Copa do Mundo, exceto em 2002, quando estava na revista Playboy. Neste ano, a TV Globo optou por deixá-lo nos estúdios da emissora, no Rio. No entanto, o apresentador enxerga com bons olhos a decisão.

Pai de gêmeos de um ano com a, também jornalista, Andreia Sadi, Rizek afirma que "não conseguiria ficar longe de seus filhos", caso fosse para o Catar. "Eu acho que iria surtar se ficasse 40 dias longe do Pedro e do João". "Eles ainda são pequenos mas já gostam de futebol, comemoram e vibram com os gols. Ia ser difícil ficar longe deles".

Do Brasil, ele apresentará o Seleção Catar, programação diária dos canais SporTV durante a Copa do Mundo. Ao lado de comentaristas, convidados e ex-jogadores, o programa repete a dinâmica clássica do Seleção SporTV e das últimas coberturas, nas Copas do Brasil e da Rússia. "Eu e o Marcelo Barreto vamos repetir a dupla do último Mundial, apresentando diretamente do Brasil. Vai ser muito especial", conta Rizek.

Estadão
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