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Fifa anuncia uso do impedimento semiautomático na Copa do Catar; veja como tecnologia funciona

Recurso tem como objetivo diminuir o tempo de checagem do VAR e tomar decisões mais certeiras

1 jul 2022 - 10h05
(atualizado em 3/8/2022 às 14h03)
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A Fifa anunciou nesta sexta-feira que as comissões de arbitragem da Copa do Mundo do Catar irão utilizar uma tecnologia semiautomática para detecção de impedimento, com o objetivo de dar mais agilidade às partidas e diminuir o tempo de checagem do VAR. O uso do recurso vinha sendo debatido há algum tempo dentro da entidade e, até o início de junho, ainda era incerto se haveria aprovação.

O "impedimento semiautomático" promete decisões certeiras a respeito de marcações difíceis dentro de 20 a 25 segundos. Hoje, com o VAR, o tempo médio é de 70 segundos. A implementação do mecanismo envolverá uma série de adaptações que vão do estádio à bola utilizada nas partidas. No Brasil, alguns impedimentos levam mais tempo para ter uma checagem correta.

"Estamos cientes de que, às vezes, o processo de verificação de um impedimento leva muito tempo. É aqui que entra a tecnologia, para oferecer decisões mais rápidas e precisas", disse Pierluigi Collina, presidente do Comitê de Arbitragem da Fifa. "Os testes foram um sucesso e estamos muito confiantes de que, no Catar, teremos uma ferramenta de apoio muito valiosa para ajudar os árbitros e árbitros assistentes a tomar a melhor e mais correta decisão em campo. Eu sei que já chamaram isso de 'impedimento robô', mas não é. Os árbitros e os assistentes ainda são responsáveis pela decisão no campo de jogo", disse.

Como funciona o impedimento semiautomático?

Os estádios serão equipados com 12 câmeras superiores para rastrear a bola e a posição exata dos jogadores, com capacidade de diferenciar 29 pontos específicos do corpo de cada atleta, 50 vezes por segundo. A bola, por sua vez, terá um sensor instalado em seu centro para determinar o momento exato em que o autor do passe fez o contato com ela.

Ou seja, o sistema automático promete juntar as duas informações primordiais para a marcação do impedimento: a posição do jogador que recebeu a bola e o instante do passe. Uma vez percebida a irregularidade, os dados serão processados por uma inteligência artificial que enviará um alerta à sala da equipe de arbitragem de vídeo.

Os árbitros, então, vão checar a posição e a linha de impedimento, ambos gerados automaticamente, substituindo o atual traçamento manual de linhas, antes de comunicar a decisão ao árbitro de campo. Depois, uma animação 3D será gerada com base nesses dados e exibida nos telões dos estádios e nas transmissões televisivas, no intuito de deixar o processo mais transparente e o torcedor mais calmo. Isso, contudo, não ocorrerá logo após o lance. As imagens só devem aparecer ao público na paralisação seguinte ao impedimento.

Ajustes da Fifa

De acordo com a Fifa, uma pesquisa do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique está sendo realizada para trazer mais informações sobre a capacidade dos sistemas de rastreamento multicâmera. Além disso, afirmou que novos testes serão realizados nos próximos meses para "ajustar o sistema antes que um padrão global seja implementado". A Fifa sempre determina que suas novas regras sejam treinadas em competições.

"Essa tecnologia é o desfecho de três anos de pesquisa e testes dedicados para fornecer o melhor para as equipes, jogadores e torcedores que irão para a Copa do Mundo do Catar no fim deste ano. A Fifa está orgulhosa desse trabalho, pois esperamos que o mundo veja os benefícios da tecnologia semiautomática de impedimento na Copa. A Fifa está comprometida em aproveitar a tecnologia para melhorar o jogo de futebol em todos os níveis", afirmou Gianni Infantino, presidente da entidade.

Os detalhes sobre a configuração da nova tecnologia serão apresentados às seleções participantes da Copa do Catar entre os dias 4 e 5 de julho, quando será realizado o Team Workshop, em Doha.

Estadão
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