Torcedor reclama de ponto cego na Arena da Baixada
Inaugurada em 1999, a Arena da Baixada foi o estádio mais moderno da América Latina por muitos anos. Para a Copa do Mundo de 2014, precisou de uma nova reforma e, após quase ser excluída do Mundial pelo atraso, ficou pronta e vem agradando aos torcedores, atletas e organizadores, mas com algumas exceções.
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A Arena, antes de ser reformada, possuía alguns pontos cegos e a promessa era de que, com a nova modernização, não tivesse mais tal problema. A princípio, o problema pareceu solucionado. Mas, na prática, não está sendo bem assim. No setor da Buenos Aires, tanto inferior quanto superior, é possível localizar alguns pontos que não são 100% visíveis ao gramado.
Adamor Otto, 38 anos, esteve na despedida da atual campeã mundial Espanha, na vitória por 3 a 0 contra a Austrália, e relata que o ingresso comprado na terceira fase de vendas, pelo qual pagou R$ 180, estava em um setor mal localizado. "Vi o local 15min a 20min antes do início do jogo, mas paguei para ver cobrança de escanteio", protestou.
Com a vista prejudicada para o jogo, o técnico em telecomunicação, que esteve acompanhado de um amigo, teve que procurar outro assento para assistir a partida com tranquilidade. "Troquei e fiquei em outro local por conta própria. No intervalo, chamei um voluntário da Fifa e o mesmo informou que já tinha ocorrido o mesmo problema com outra pessoa da cadeira X007", que ficava dois lugares ao lado esquerdo de Otto.
O torcedor diz que contou com a sorte de ter uma fileira com vagas próxima ao lugar comprado. "Havia cinco lugares vagos e sentamos lá. Depois um casal chegou e, meio que perdido, perguntou se tava vago e foi ficando. Outro torcedor também pegou o lugar que nem era dele. Foi até tranquilo, mas cada um que passava perto ou de pé ao lado a gente ficava esperto", comentou.
Otto, além da partida na Arena da Baixada, esteve em Porto Alegre para assistir a vitória da Franca por 3 a 0 diante da Honduras, quando levou a filha de um ano e quatro meses ao Beira-Rio. Lá ele diz não ter tido nenhum problema.
Questionado se iria processar a Fifa ou entrar no Procon devido ao lugar comprado não garantir a visão do espetáculo, o paranaense diz ainda não ter ideia do que fazer no momento. "Não pensei em processar a Fifa ainda, mas sei dos meus direitos. Fico é mais com pena dos russos ou argelinos se pegarem por este local e tiverem que solicitar a troca com a língua nativa deles".
Nesta quinta, às 17h (de Brasília), Árgelia e Rússia se enfrentam na Arena da Baixada. A partida, que marca a despedida do estádio na Copa, vale uma vaga nas oitavas de final da competição.
Fifa explica
De acordo com a entidade máxima do futebol, o problema dos pontos cegos ocorre, além da Arena da Baixada, na Arena Corinthians e no Beira-Rio - que ficaram prontos por último e em cima da hora. O próprio Adamor Otto, que foi na propriedade do Inter neste Mundial, disse que existiam pontos cegos, mas que as cadeiras não foram vendidas.
A Fifa explica que possui um plano de posicionamento, que inclui 300 ingressos de contingência, para reposicionar torcedores que compraram bilhetes em locais sem visibilidade ampla.
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