Porto Alegre admite preocupação com barras bravas argentinas na Copa
O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, disse neste domingo estar preocupado com a possibilidade de torcedores barras bravas da Argentina causarem problemas na durante a Copa do Mundo. Fortunati afirmou que representantes da prefeitura viajarão para Buenos Aires para conversar com representantes de Boca Juniors e River Plate, os dois clubes mais populares do país vizinho, para pedir que suas torcidas viajem ao Brasil com os ânimos acalmados.
Argentinas: barras bravas terão transporte, hospedagem e advogados na Copa; saiba mais
"Respeitando muito esses clubes, vamos mostrar-lhes que vamos recebê-los da melhor forma possível e em um clima de paz", contou o prefeito, que lembrou o histórico de brigas entre argentinos e torcedores de Internacional e Grêmio em partidas da Taça Libertadores.
A segunda vice-presidente do Internacional, Diana Oliveira, também admitiu hoje, em declarações à Agência Efe, alguma preocupação pela possibilidade de que sejam registrados incidentes com os torcedores radicais argentinos.
A Argentina disputará uma partida da primeira fase da Copa em Porto Alegre, contra a Nigéria, em 25 de junho, pela última rodada do Grupo F. Os argentinos são os estrangeiros que compraram mais ingressos para jogos na capital gaúcha, de acordo com dados da Fifa.
O município se prepara para receber os torcedores do país vizinho e uma sinagoga local, chamada Sibra, pretende receber os judeus argentinos. O local funcionará como centro de boas-vindas e buscará alojamento em casas de fiéis.
Em clima de Mundial, a sinagoga criou um logotipo que imita o oficial do torneio, no qual foi incluído um candelabro de sete braços, símbolo do judaísmo.