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Para apoiar Thiago Silva, Felipão lembra atitude de Figo

4 jul 2014
08h45
atualizado às 09h12
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Ao chorar com gestos de desespero e abrir mão de conversar com o grupo para rezar isolado, sentado em uma bola antes das cobranças de pênalti contra o Chile, Thiago Silva teve seu posto de capitão contestado por psicólogos. Para defender o zagueiro do Brasil na Copa do Mundo em que o País é anfitrião, Luiz Felipe Scolari usa um exemplo curioso: lembra atitude similar de Luis Figo, dono tarja da seleção portuguesa que, em 2004, foi vice-campeã europeia dentro de casa.

Thiago Silva foi consolado por Felipão e Murtosa após os pênaltis
Thiago Silva foi consolado por Felipão e Murtosa após os pênaltis
Foto: Odd Andersen / AFP

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Pelas quartas de final da Eurocopa de dez anos atrás, em Lisboa, Portugal perdia da Inglaterra por 1 a 0 quando Felipão abriu mão de Figo, trocando-o aos 30 minutos do segundo tempo por Hélder Postiga, que faria o gol de empate - no fim da prorrogação, o duelo ficou 2 a 2 e os anfitriões avançaram nos pênaltis. O capitão lusitano, porém, impressionou ao se recusar a ficar no banco após ser substituído, indo direto para os vestiários.

"Fui muito cobrado porque a primeira imagem que ficou era de que o Luis Figo estava chateado e não estava junto com os outros, todos ficaram surpresos. Mas, em um segundo momento, todos souberam que ficou em frente a uma imagem de Nossa Senhora de Fátima rezando pelos companheiros. A imagem passou a ser analisada diferentemente, como uma reação de confiança dele", lembrou Scolari. O atual técnico da Seleção Brasileira considera o ex-meia um "senhor maravilhoso", lembrando que foi eleito o melhor do mundo pela Fifa em 2001. Mas, apesar de tantos elogios, foi capitão de um time que frustrou seu país ao perder a final europeia em casa para a Grécia. A sensação será ainda maior caso o Brasil de Thiago Silva não seja campeão mundial neste ano.

Porém, com o exemplo, Felipão pede respeito ao seu camisa 3. "Cada um tem uma atitude. Alguém se abaixa para rezar, outro agradece a Deus com as mãos espalmadas, eu beijo a Nossa Senhora de Caravaggio...", falou o técnico, que sempre carrega uma medalha da santa. "Poderiam respeitar mais a individualidade. Não são essas pequenas coisas que fazem o time piorar ou melhorar", prosseguiu.

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